MANAUS (AM) – Uma manifestação tomou conta do bairro Novo Aleixo, na Zona Norte de Manaus, na tarde desta segunda-feira (16). Familiares e moradores se reuniram em frente à empresa Vidro Inox para cobrar justiça pelo suposto estupro de uma criança de 12 anos, ocorrido na última sexta-feira (13). O principal suspeito é o proprietário do estabelecimento, que segundo a Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) possui mandado de prisão em aberto e está foragido.
De acordo com o relato da mãe da vítima, a menina voltava da escola quando foi abordada pelo homem, que estava dentro de um carro. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que o suspeito chama a criança para perto do veículo. Segundo a família, foi nesse instante que a adolescente entrou no carro e o abuso teria ocorrido. Após o crime, o agressor teria dado R$ 100 à menina para que ela mantivesse silêncio.
A mãe começou a desconfiar quando a filha demorou a chegar em casa e aparentava estar muito nervosa. No dia seguinte, ao ver mensagens que a menina enviou para uma colega da escola, descobriu o que havia acontecido. “Estava chovendo e quando ela chegou em casa estava muito nervosa. No outro dia vi mensagens dela falando para uma coleguinha que um homem tinha abusado dela”, contou.
Inicialmente, com medo, a criança disse à família que havia encontrado o dinheiro na rua. A verdade só veio à tona posteriormente, durante depoimento à polícia. A mãe levou a filha imediatamente à delegacia para registrar a ocorrência. A menina passou por exame de corpo de delito, que confirmou o abuso, e precisou receber atendimento médico com medicação. “Minha filha teve que tomar um monte de remédios. Ela só tem 12 anos. Minha filha era virgem”, desabafou a mãe, emocionada.
Além do trauma causado pelo crime, a família afirma que passou a sofrer ameaças desde que decidiu denunciar o caso. Segundo a mãe, um funcionário do empresário teria intimidado os parentes, dizendo que poderiam ser mortos caso levassem o caso à polícia. A esposa do suspeito também teria comparecido ao local da manifestação e ameaçado processar os familiares por exporem publicamente a situação.
“Ele disse que se denunciasse, mandaria matar a gente. Mesmo assim a gente não vai se calar”, declarou a mãe. Com medo de novas ameaças, a família chegou a considerar deixar o bairro.
A Polícia Civil informou que o caso segue sob investigação e que diligências estão em andamento para localizar e prender o empresário foragido.







