MANAUS (AM) – A Polícia Civil do Amazonas concluiu o inquérito sobre a morte de Bruno Girão Santos, de 22 anos, ocorrida em fevereiro deste ano no bairro Compensa, Zona Norte, e indiciou três guardas municipais pelo crime. O relatório final, encaminhado à Justiça e ao Ministério Público nesta semana, aponta Guilherme P., Hawan Lima e Ataíde Junior como responsáveis pelo homicídio.
De acordo com a investigação, não houve justificativa legal para a ação dos agentes. As provas reunidas, segundo a polícia, são suficientes para responsabilizá-los criminalmente. Exames residuográficos realizados nas mãos de Hawan Lima e Ataíde Junior detectaram partículas de chumbo, substância característica de resíduos de disparo de arma de fogo.
Bruno foi atingido por tiros nas costas no beco União. A versão da família sustenta que o jovem retornava do trabalho quando foi baleado. Já a Guarda Municipal alega que os agentes o encontraram já ferido ao chegar ao local.
A Prefeitura de Manaus informou que os três servidores permanecem afastados do patrulhamento de rua, exercendo apenas funções administrativas e desarmados. Em nota, a Secretaria Municipal de Segurança (Semseg) questionou a precisão do laudo de chumbo, argumentando que partículas desse tipo podem se originar do manuseio rotineiro de armamentos, e reafirmou que colabora com o andamento das apurações.
Com o encerramento do inquérito, o caso agora seguirá para o Tribunal do Júri, onde os guardas municipais serão julgados pela morte do jovem.







