MANAUS (AM) – Arilson Silva de Lima, de 30 anos, e Rodrigo Mendonça Macedo, de 24, foram presos pela Polícia Civil do Amazonas. Eles são apontados como executores do duplo homicídio que vitimou o ex-policial militar Francisco Marques dos Reis, conhecido como “Max”, de 51 anos, e Paulo César Lima de Sena, de 57. O crime ocorreu em 27 de fevereiro deste ano, em um sítio no bairro Tarumã, Zona Oeste de Manaus.
De acordo com as investigações, homens encapuzados e fortemente armados invadiram a propriedade e renderam as vítimas. A delegada Marília Campello, titular da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), revelou que ambos foram torturados antes da execução. “Sabemos que pelo menos quatro pessoas participaram da ação. Até agora, quatro foram identificadas e duas estão presas”, declarou.
Rodrigo Mendonça e Arilson Silva são descritos como indivíduos de alta periculosidade. Ambos já possuem passagens pela polícia por crimes como tráfico de drogas e roubo, além de serem apontados como integrantes de uma organização criminosa. Rodrigo Mendonça já havia sido preso em flagrante no dia 15 de abril, por participação do latrocínio de um idoso de 66 anos, ocorrido na Zona Leste da capital.
Embora os presos não tenham revelado a autoria intelectual do crime, a forma brutal como foi executado indica, segundo a polícia, que a ordem partiu de lideranças da facção criminosa. “Pelo modo como tudo foi feito, essa autorização vem de cima. Essas lideranças também estão sendo investigadas”, afirmou Marília Campello.
A principal linha de apuração aponta que o ex-PM era o alvo central. Já Paulo César Lima de Sena estaria no local por acaso e foi morto para não deixar testemunhas. “Os criminosos não quiseram deixar ninguém vivo para contar a história”, concluiu a delegada.
Outros dois participantes do crime seguem foragidos. Riquelme Ramos Matias e Vinícius Rosas Torres Neto tiveram mandados de prisão preventiva expedidos pela Justiça e estão sendo procurados. A Polícia Civil pede o apoio da população para localizá-los. Denúncias anônimas podem ser repassadas pelos telefones (92) 98118-9535, pelo Disque-Denúncia 197 ou pelo 181 da SSP-AM.
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