MANAUS (AM) – A paisagem sonora das toadas, o colorido vibrante das alegorias e a disputa histórica entre os bois Caprichoso e Garantido estão prestes a invadir os lares brasileiros no horário de maior apelo popular da TV Globo. De acordo com informações apuradas por Carla Bittencourt junto ao Portal Léo Dias, a emissora carioca já deu o sinal verde para uma nova novela que mergulhará de cabeça na cultura do Norte do país, mais especificamente no imaginário do Festival de Parintins.
Além de prometer colocar a Amazônia no centro das atenções, a produção carrega um simbolismo especial nos bastidores da dramaturgia. Este será o primeiro voo solo de Thelma Guedes como autora titular de uma novela. A escritora, que construiu uma carreira sólida em colaborações de sucesso com Duca Rachid, com quem atualmente divide a autoria da trama que substituirá “Coração Acelerado”, agora assume sozinha uma das faixas de maior audiência e faturamento da casa.
Guedes não é uma estreante qualquer. Seu currículo ostenta duas estatuetas do Emmy Internacional, conquistadas por obras que viajaram o mundo: “Joia Rara” e “Órfãos da Terra”. A expectativa da cúpula da emissora é que ela consiga equilibrar um olhar mais autoral e regional com a comunicação popular que a faixa das sete exige, resgatando uma conexão perdida com parte do público.
Segundo as primeiras pistas do projeto, a narrativa não se limitará à competição entre os dois bois. A ideia é costurar uma história que respire os ritmos, as cores, os rituais e o misticismo característicos do universo amazônico.
O núcleo criativo contará com nomes experientes da casa, como Marcio Haiduck, Renata Corrêa, Maria Clara Mattos, Isabela Sá e Luciana Reis.
Os fãs do folclore amazonense, no entanto, precisarão de paciência. A estreia está prevista apenas para o segundo semestre de 2027. Antes disso, o horário será ocupado pela próxima novela de Daniel Ortiz, programada para 2026 e que sucederá “Por Você” (a substituta imediata de “Coração Acelerado”).
Ainda batizada internamente como um “projeto sem título definido”, a trama amazonense faz parte de uma estratégia mais ampla da Globo de arejar seus cenários e fugir da repetição do eixo Rio-São Paulo, apostando em histórias com forte identidade regional brasileira.




