MANAUS (AM) – O influenciador digital Gabriel Silva voltou a gerar polêmica ao criticar a Zona Franca de Manaus (ZFM), a região Norte e o Nordeste em um vídeo no qual sugere dividir o Brasil com um “muro” por conta do resultado da votação no candidato Luís Inácio Lula da Silva (PT). O petista venceu em todo o Nordeste, região que o influenciador chamou de “amaldiçoada”.
Na gravação, Gabriel exibe um mapa eleitoral e aponta as áreas onde Flávio Bolsonaro teria vencido, em azul, e onde Lula teria ganhado, em vermelho. “Você consegue enxergar uma coisinha aí? Consegue enxergar?”, provoca. Apesar de mostrar o Amazonas em azul, Lula foi o vitorioso no estado — apenas em Manaus o bolsonarista saiu na frente. O Pará também votou em massa no petista.
Mesmo errando ao afirmar que Flávio venceu no Amazonas, Gabriel sugeriu incluir o estado em um novo “muro”, deixando apenas o Pará e o restante do Nordeste “isolados”. A condição para isso seria o fim da Zona Franca de Manaus.
“Em vez da gente dividir no meio, a gente deixa só o Nordeste isolado, e a parte do Norte a gente vem. Só que com uma condição, ô Norte. Nós vai ter que acabar com essa zona franca aí, mano, que tá fodendo a porra toda. Nós tá pagando caro pra caralho na moto, nas TV, e eu tenho que empregar vocês”, declarou.
Repercussão dividida
O vídeo provocou reações negativas nas redes sociais, mas também recebeu apoio. Entre os críticos, muitos apontam que a população sentirá os efeitos caso a ZFM seja extinta. “Não adianta ir pro semáforo vender água depois que o Flávio tirar a ZFM e levar pra SP”, escreveu um usuário. “Eu quero muito que ele faça isso. Só assim pro povo sentir o gostinho das suas escolhas”, disse outro.
Já entre os apoiadores, uma seguidora defendeu a medida: “Meu presidente Flávio vai tirar a Zona Franca de Manaus e trazer para São Paulo para gerar mais empregos pro nosso povo, vcs que deem o jeito de vcs”.
Esta não é a primeira vez que Gabriel Silva causa controvérsia citando a Zona Franca. Em maio deste ano, ele foi alvo de uma notificação do Ministério Público do Amazonas (MPAM) após fazer um vídeo no qual pediu desculpas: “Eu acho que eu me passei muito nas formas que eu falei com vocês aí”.








