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‘Tô com depressão’, diz em áudio homem que m@tou o filho e tentou se fazer de vítima, afirma polícia; ouça

O suspeito pede perdão à família e alega sofrer de depressão. Foto: Reprodução

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MANAUS (AM) – Um áudio atribuído a Fernando Batista de Melo, de 48 anos, preso neste sábado (24) pela morte do próprio filho, Manoel Franco, de 3 anos, foi divulgado. Na mensagem, em tom de despedida e dirigida a um dos filhos que mora em Londres, o suspeito pede perdão à família e alega sofrer de depressão, indicando que supostamente queria tirar a própria vida.

“Meu filho, eu sempre te amarei. Você é o melhor da minha vida. Você e o Gabriel. Peço desculpa para você, seu irmão, para sua mãe, mas aqui vai ser meu último registro. Peço perdão para você, perdão para Deus, perdão para todo mundo, perdão para o meu pai, para minha mãe. Mas eu tô doente, entendeu? Tô com depressão. Me aconteceu tudo isso”, diz ele na gravação.

De acordo com o delegado Adanor Porto, da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), no entanto, o áudio e uma videochamada feita em seguida foram uma tentativa de fingimento. Fernando fez cortes superficiais nos braços e pulsos, como se tivesse tentado o suicídio. “Ele tentou se passar por vítima para o filho que está longe. Em nenhum momento teve a intenção real de se matar”, assegurou o delegado.

Ao ser questionado pelo delegado Fábio Silva, também da DEHS, o homem chegou a dizer que “algo ruim” tinha o dominado. A investigação destaca que a suposta instabilidade emocional apresentada por Fernando contrasta com a frieza e a lucidez de suas ações após o crime. Durante a fuga, ele cavou e se escondeu em um buraco em área de mata densa, demonstrando plena consciência e planejamento.

Para a DEHS, o homicídio foi um ato de vingança premeditado contra a ex-companheira, que não queria reatar o relacionamento e pedia pensão alimentícia. O delegado reforçou que Fernando não agiu por impulso, “ataque de fúria” ou problemas psicológicos, mas com o objetivo calculado de tirar a vida do filho e causar dano psicológico irreparável à mãe da criança.

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