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Home Política

Projeto de Plínio Valério sobre autonomia do Banco Central deve ser votado em agosto

Expressoam Por Expressoam
22 de julho de 2020
no Política
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Foto: Divulgação

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BRASÍLIA -DF| Com a volta das sessões presenciais no dia 15 de agosto, o Senado deve retomar a votação do projeto de autoria do senador Plínio Valério (PSDB-AM), que trata da autonomia operacional do Banco Central, já em fase de urgência para o plenário. Em live promovida pelo jornal Valor Econômico, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, confirmou hoje entendimentos com os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre, e da Câmara, Rodrigo Mais, para que o projeto de autonomia da autoridade monetária seja votado no Senado a partir de 15 de agosto.

Visto com um dos projetos que mais avançaram desde que se discute a autonomia do Banco Central, em março o PL de Plínio já estava na pauta para votação em regime de urgência, mas com a pandemia e a decretação do estado de calamidade pública, a votação foi suspensa e deve ser retomada no próximo mês. Há outro projeto que trata do mesmo tema tramitando na Câmara, mas Rodrigo Maia se comprometeu com Plínio e o senador Tasso Jereissatti (PSDB-CE) a esperar a votação do PL do Senado e, enviado a Câmara, o projeto que tramita naquela casa seria apensado para votação lá.

“Com a economia global em forte turbulência em função da pandemia , com impacto expressivo sobre nossos mercados, agravado pela constante crise política interna, a autonomia do Banco Central é uma sinalização de segurança jurídica para que os dirigentes do BC possam tomar as medidas necessárias de política monetária para enfrentar os solavancos naturais para reequilibrar as contas e reduzir a contaminação do nosso setor produtivo”, defende o senador Plínio Valério.

O substitutivo da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), que teve acatada emenda do senador Tasso Jereissatti , é tido na Casa como o projeto de autonomia do BC que mais conseguiu avançar sobre esse tema desde 1991, quando iniciativas parlamentares para fixar a atuação independente da autoridade monetária começaram a ser apresentadas.

De acordo com o projeto em pauta, os mandatos do presidente e diretores será de quatro anos, com uma reeleição. O presidente da República pode demiti-los, mas passando pelo crivo do Senado. Plínio critica a legislação atual, que permite que os cargos da cúpula do BC , de livre indicação do presidente da República, possam ser substituídos a qualquer momento. Com a mudança das regras, os mandatos seriam de quatro anos, e a dispensa só seria possível em casos de condenação judicial ou desempenho insuficiente.

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Plínio fez um paralelo do seu projeto, que concede autonomia apenas operacional do Banco Central, com os projeto que tramitam na Câmara Federal. Ele explicou que o do Senado dá aos diretores segurança jurídica para traçar sua política monetária, que é em comum acordo com o Executivo, e executar sem o perigo de serem exonerado da noite para o dia com a troca de comando no Planalto. Mas não tira a autoridade do Presidente da República, que continua tendo toda autonomia de poder exonerar, mostrando a justificativa.

“O nosso PLP é mais adequado porque ele centra o escopo na discussão necessária, especialmente por não tratar de autonomia administrativa e financeira. É condição fundamental pra o BC que seus dirigentes não sejam demissíveis ao sabor do humor do presidente. A diretoria que assume é o residente que indica e o Senado aprova. E eles assumem no primeiro dia útil do terceiro ano do mandato do Presidente, ou seja, vai passar dois anos com o presidente que assume, e passa mais dois anos com o sucessor, com a garantia de que pode exercer a sua política sem receber um telefonema e ser demitido da noite para o dia”, explicou Plínio.

Tags: projetosenadovotação
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