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Ouça áudio de agi0tas que prometiam agress0es e queriam tomar casa na marra por dívida de R$ 30 mil em Manaus

As apurações começaram a partir da queixa de uma das vítimas. Foto: Reprodução

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MANAUS (AM) – A Polícia Civil apresentou nesta terça-feira (2), em entrevista coletiva na Delegacia Geral, o balanço de uma operação deflagrada na segunda-feira (1º) pelo 4º Distrito Integrado de Polícia (DIP). A ação resultou na prisão de dois homens, ambos de 27 anos, capturados nos bairros Monte das Oliveiras, Zona Norte, e Redenção, Zona Centro-Oeste. Eles são investigados por integrar uma rede de agiotagem violenta, crimes de extorsão mediante arma de fogo, associação criminosa e lavagem de dinheiro.

As apurações começaram a partir da queixa de uma das vítimas, que passou a receber graves ameaças de morte para assinar uma nota promissória no valor de R$ 30 mil. De acordo com o titular do 4º DIP, delegado Jorge Arcanjo, o suspeito soube que a vítima estava vendendo a própria casa e foi até a frente da residência portando um revólver calibre 38.

O objetivo não era mais reaver a quantia emprestada, mas obrigá-la a ceder o imóvel por meio do documento. Um áudio mostra a violência cuja as vítimas eram submetidas, recebendo várias ameaças de agressão. “Vai levar uma pisa”, diz parte da mídia.

A investigação revelou ainda que um dos presos adotava um método para ocultar a origem do dinheiro: utilizava contas bancárias de terceiros, os chamados “laranjas”, para fazer a movimentação dos valores obtidos com as cobranças ilegais. Pessoas que não conseguiam quitar os empréstimos eram cooptadas e tinham seus dados bancários usados como contas de passagem nas transferências entre quem tomava e quem concedia os recursos.

No cumprimento dos mandados judiciais, os policiais apreenderam o revólver calibre 38 apontado como instrumento de intimidação, além de celulares, computadores, cigarros de maconha e comprimidos de ecstasy.

A autoridade policial destacou que as investigações continuam e se aprofundam para identificar se há um financiador por trás do esquema. “Imagina-se que existe outra pessoa, que está acima dele, bancando esses empréstimos. Quanto ao número de vítimas, a informação ainda é ilimitada”, afirmou o delegado Jorge Arcanjo.

 

Redação:

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