MANAUS (AM) – A Justiça do Amazonas condenou sete pessoas investigadas na Operação Mandrágora, que apura o fornecimento, a compra e a distribuição irregular de cetamina (ketamina) no caso relacionado à morte da ex-sinhazinha do Boi Garantido, Djidja Cardoso. A sentença foi assinada nesta quarta-feira (22) pela juíza Roseane do Vale Jacinto Cavalcante. Três réus foram absolvidos.
Entre os condenados estão Cleusimar Cardoso Rodrigues, mãe de Djidja, sentenciada a mais de 10 anos de prisão, e Ademar Farias Cardoso Neto, irmão da vítima, condenado a 10 anos e 11 meses de reclusão. Os dois cumprirão a pena em regime fechado, permanecem presos preventivamente e não poderão recorrer em liberdade.
Também foram condenados Verônica da Costa Seixas, ex-gerente do salão Belle Femme; Hatus Moraes Silveira; José Máximo Silva de Oliveira, proprietário da clínica veterinária MaxVet; Sávio Soares Pereira; e Bruno Roberto da Silva Lima, ex-namorado de Djidja. As penas variam entre oito anos e seis meses e mais de dez anos de prisão por crimes como tráfico de drogas e associação para o tráfico.
Na decisão, a magistrada manteve a prisão preventiva de cinco condenados. Verônica da Costa Seixas e Bruno Roberto da Silva Lima foram autorizados a recorrer da sentença em liberdade. O processo faz parte da Operação Mandrágora, conduzida para investigar o esquema de distribuição ilegal de cetamina ligado ao caso Djidja Cardoso.