SÃO PAULO (SP) – A Justiça de São Paulo converteu em prisão preventiva a detenção do professor de jiu-jítsu e policial civil Melqui Galvão, investigado por crimes sexuais, coação de testemunhas e outros delitos. A decisão pela preventiva foi motivada por indícios de que, mesmo detido em Manaus, o investigado tentava intimidar pessoas ligadas ao caso. Além dele, o irmão, Enoque Galvão, também teve a prisão decretada.
Melqui havia sido preso temporariamente no fim de abril, após denúncias de abuso sexual envolvendo pelo menos três alunas, entre elas uma adolescente de 17 anos. Os investigadores apontaram tentativas de pressionar testemunhas para que alterassem seus depoimentos.
Após a prisão inicial, ele foi transferido para o sistema prisional paulista, onde permanece à disposição da Justiça. Os inquéritos reúnem relatos de diferentes vítimas, incluindo episódios que teriam ocorrido anos atrás, quando algumas ainda eram adolescentes. Um dos casos sob apuração teria acontecido durante uma competição internacional de jiu-jítsu, na Itália.
Mensagens, áudios e outros materiais foram entregues às autoridades e incorporados ao processo, que tramita sob sigilo judicial. Além das acusações de crimes sexuais, a Polícia Civil investiga supostas tentativas de interferência no curso das apurações.
A Justiça também decretou a prisão do irmão de Melqui, Enoque Galvão. Ele é investigado por suposta participação em irregularidades que teriam facilitado a comunicação do suspeito enquanto ele estava custodiado.
Até o momento, a defesa dos investigados não se manifestou.