MANAUS (AM) – Gláucia dos Santos Pereira e Taric Wendrel Farias de Oliveira foram condenados em julgamento realizado na quarta-feira (17) pelo homicídio qualificado (praticado por motivo torpe e com uso de recurso que impossibilitou a defesa da vítima) que teve como vítima Roberto Carlos Mendonça de Souza, em 20 de novembro de 2015, no bairro Crespo, Zona Sul de Manaus.
De acordo com a denúncia formulada pelo Ministério Público do Amazonas, Gláucia teria mandado matar o ex-marido porque ele atrasava o pagamento de pensão alimentícia. Ela recebeu a pena definitiva de 21 anos e 10 meses de reclusão. Já Taric Wendrel, apontado como o executor do crime, foi condenado a 18 anos e 9 meses de reclusão. Ausente na sessão de júri popular, ele foi julgado à revelia. Jhony Marques de Queiroz, também réu, faleceu durante a instrução processual e teve extinta a punibilidade.
Conforme consta no inquérito policial, na madrugada do crime, na avenida Rodrigo Otávio, bairro Crespo, Taric, vulgo “Daric”, deu tiros na vítima a mando de Gláucia e de Jhony Marques, levando-o a óbito. Após ser alvejado, ainda com vida e consciente, a vítima apontou Taric como sendo o autor dos disparos, a mando dos denunciados Glaucia e Jhony.
Ainda de acordo com os autos, a vítima era ex-marido de Gláucia, os quais mantiveram um relacionamento por 10 anos e tiveram três filhos. Todavia, o fim do relacionamento conjugal foi conturbado, iniciando-se discussões e disputas sobre a partilha de bens, bem como os atrasos no pagamento da pensão alimentícia dos filhos menores. Segundo testemunhas, a vítima sofria constantes ameaças por parte de Gláucia, através de mensagens telefônicas.
Consta da denúncia que Gláucia, após a separação, passou a se relacionar com Jhony – que estava preso na época. Em uma das visitas a ele, na unidade prisional, a mulher contou que o ex-marido havia tentado estuprá-la, o que também teria motivado o novo casal a planejar a morte de Roberto.