CAJATI (SP) – Um homem identificado como Bruno José, de 51 anos, encontra-se foragido e é alvo de buscas pela Polícia Civil suspeito de assassinar Weisla Castro Israel, de 27 anos, executada com múltiplos disparos de arma de fogo em Cajati, interior de São Paulo. O investigado já foi casado com a tia da vítima e, atualmente, mantinha uma relação amorosa com a ex-sobrinha.
O corpo da jovem foi localizado por uma guarnição da Polícia Militar na noite do último sábado (4), no bairro Jacupiranguinha. A descoberta ocorreu após uma residente das imediações acionar as autoridades relatando ter escutado os tiros. A testemunha afirmou ainda ter avistado o suspeito deixando a residência em um automóvel logo após os disparos.
Em declarações prestadas às autoridades, o genitor de Weisla, um pintor residente em Colombo (PR), local onde criou a filha, revelou que a mãe da vítima faleceu quando a menina tinha apenas 12 anos de idade. Ele relatou conhecer Bruno José há décadas, uma vez que o suspeito foi esposo de sua ex-cunhada, irmã da falecida mãe de Weisla.
O pai afirmou que somente tomou ciência do envolvimento amoroso da filha com o homem no decorrer deste ano e manifestou sua total reprovação à união. A justificativa para a desaprovação reside no passado criminoso do indivíduo, a quem o pintor atribui a responsabilidade por “desgraça” no seio familiar.
Segundo o relato paterno, Bruno José teria assassinado um homem a tiros em Colombo há aproximadamente duas décadas. Como represália a esse crime pretérito, criminosos teriam executado dois sobrinhos do suspeito, ambas crianças de 11 anos. Uma dessas vítimas infantis era, justamente, irmão de Weisla.
A vítima chegou a comunicar ao pai que o companheiro havia adquirido uma residência para ela em Colombo, com a transferência prevista para o mês de abril. O pintor também confirmou ter conhecimento de que o investigado possuía uma arma de fogo devidamente registrada, incluindo um fuzil.
Somente após o desfecho fatal, o pai descobriu que Bruno José nutria um ciúme patológico, a ponto de remunerar vizinhos para que estes atuassem como informantes e mantivessem Weisla sob constante vigilância.




