MANAUS (AM) – A professora e atleta de jiu-jítsu Maysa Ladislau rompeu o silêncio com uma nota de esclarecimento após a prisão do marido, o também instrutor Diego Marinho, suspeito de estupro contra uma aluna de apenas 14 anos. A captura ocorreu nesta segunda-feira (20), dentro do próprio centro de treinamento do casal, no bairro Nova Esperança, Zona Oeste de Manaus.
Abalada, Maysa declarou estar “devastada” diante da gravidade das acusações. No texto, ela procurou demarcar sua posição de forma contundente, reafirmando o compromisso com o respeito e o combate incansável a qualquer tipo de violência. “Como mulher e atleta, que sempre levantou a bandeira contra qualquer tipo de abuso, reforço o meu compromisso inegociável com o respeito, a segurança e a verdade”, diz um dos trechos da nota. A atleta disse ainda confiar no trabalho da Justiça enquanto aguarda o desenrolar das investigações.
O crime que levou Diego Marinho à prisão preventiva foi cometido no final de 2025, quando ele se valeu da confiança construída com a família da vítima para arquitetar o abuso. Usando o pretexto de contratar os serviços de tatuagem do pai da adolescente, o instrutor foi até a residência, descobriu que a menina estava sozinha e insistiu em aguardar o retorno do homem. Uma vez dentro do imóvel, ao ver a jovem completamente vulnerável, consumou a violência sexual.
O medo manteve a adolescente calada por meses. “Ela ficou apavorada com a ideia de contar ao pai, temendo a reação dele. Desabafou com uma amiga, com receio de uma tragédia ou da prisão do próprio pai caso ele fizesse justiça com as próprias mãos”, detalhou o delegado Jeferson Vicente, da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca).
Diego segue detido preventivamente, e as investigações prosseguem para apurar a extensão total de seus atos.

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