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Em Japurá, homem pr3s0 após m@tar filho de 3 anos com ‘chumbinho’ diz que culpa é da ex-companheira

O homem foi preso em flagrante. Foto: Reprodução

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JAPURÁ (AM) – A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) detalhou nesta terça-feira (27) a prisão de um homem de 51 anos, investigado pela morte do próprio filho, Ravy Araújo, de 3 anos, e por agressão contra a ex-companheira, de 28 anos. O suspeito foi detido na segunda-feira (26) no município de Japurá, a 744 quilômetros de Manaus, e também teria tentado suicídio ao ingerir a mesma substância tóxica que matou a criança.

De acordo com as investigações, o casal manteve uma união por oito anos e se separou há dois meses. A mulher relatou à polícia que, após o fim da relação, sofreu ofensas verbais por parte do ex-companheiro, que queria reatar. No entanto, na noite de domingo (25), a agressão tornou-se física: ele a atacou com socos, fraturando seus dentes e outros ferimentos.

O crime ocorreu após a mulher avistar o ex-marido consumindo bebida alcoólica em uma praça, na companhia do filho pequeno. Ele levou a criança para um quarto de hotel, e a mãe seguiu até o local. Lá, foi novamente atacada.

Acionada, a polícia encontrou a mulher já a caminho do hospital. No quarto, os agentes depararam-se com o pai abraçado ao filho. Ele admitiu ter agredido a ex-companheira. Inicialmente, a criança foi entregue a um tio e o homem, conduzido à delegacia.

Cerca de uma hora após a prisão, pai e filho começaram a apresentar sintomas graves de intoxicação e foram levados às pressas para o hospital. O menino não resistiu. O pai, em estado grave, segue internado, mas sem risco de vida.

Ao retornarem ao quarto do hotel, os policiais encontraram uma substância cinza, semelhante ao veneno conhecido como “chumbinho”, e um copo. O médico que atendeu a criança indicou que a causa da morte foi a ingestão de um tóxico.

Em depoimento, o suspeito afirmou que a ex-companheira teria sido quem administrou a substância nele e no filho, além de tê-lo instigado a agredi-la.

O homem permanece preso e à disposição da Justiça. O caso segue sob investigação.

Redação:

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