MANAUS (AM) – A defesa do taxista Ademir da Silva Castro, suspeito de agredir uma adolescente de 12 anos, se manifestou na manhã desta quinta-feira (30). O advogado Alcleciney Ferreira alegou que a suposta agressão, ocorrida na segunda-feira (27) no bairro Cidade Nova, Zona Norte de Manaus, foi motivada por uma ofensa verbal: a menina teria chamado seu cliente de “corno”, o que, segundo ele, “quase caracterizou uma injúria”.
O caso aconteceu na rua Araras. Imagens de câmeras de segurança mostram um carro branco se aproximando da adolescente e de uma amiga. Após uma freada brusca, houve uma discussão. O veículo chegou a avançar, mas o motorista deu marcha à ré e retornou. Enquanto a amiga correu, a vítima ficou sem imaginar o que ocorreria. O homem então desceu do táxi e, conforme as imagens, tocou teria dado dois socos na menina.
Em entrevista, o advogado questionou a falta de perícia nos vídeos e disse ainda não ter tido acesso ao inquérito. “Não sabemos se houve exame de corpo de delito para comprovar a suposta agressão. O que sabemos é que estão circulando vídeos que não foram periciados”, ponderou
A defesa sustenta que a criança estava no meio da rua e que o taxista quase a atropelou, dando início a uma troca de ofensas. A versão apresentada pelo motorista é de que ele foi até a vítima apenas para pedir o contato dos pais. O advogado disse ainda que Ademir pretende cooperar com as investigações, mas está com o psicológico abalado e faz uso de remédios para pressão alta por causa de supostas ameaças que vem recebendo.
A família da vítima também alega que ela está com o psicológico abalado, teve mudança no comportamento e está com medo de ir para a escola.
A Polícia Civil investiga o caso.
Saiba mais:
‘Bate, seu covard3’, grit@ mãe para taxista que agr3diu filha dela de 12 anos em Manaus







