MANAUS (AM) – Um elemento ainda mais doloroso se somou à tragédia que abalou o bairro São Jorge, Zona Oeste de Manaus, na manhã desta segunda-feira (16). Entre as vítimas da chacina está Isabella Coelho Moraes, de 29 anos, uma pessoa com deficiência (PcD), e o professor da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Guilherme Pereira Lima Filho, de 66 anos.
Isabela possuía dificuldades na fala e o pai, Francisco das Chagas Moraes Santos, de 81 anos, era o principal responsável por seus cuidados diários e também foi assassinado no ataque. Francisco, Isabella e Guilherme, segundo o delegado Rodrigo Azevedo, pertenciam à mesma família e foram mortas com extrema violência, a golpes de arma branca. Dilma Cilene Lima Sampaio, de 53 anos, foi levada ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos.
A sobrevivente, antes de ser encaminhada ao hospital, ainda teve forças para relatar aos policiais que todos os presentes no imóvel haviam sido atacados de forma covarde. Em seguida, a área foi isolada pela Polícia Militar, que acionou a Polícia Civil e preservou o cenário para o trabalho minucioso da perícia.
O número exato de criminosos envolvidos na barbárie segue desconhecido. Segundo o delegado Rodrigo Azevedo, as vítimas foram atacadas por várias pessoas, mas ainda não foi possível precisar quantas participaram da ação. O instrumento usado no crime também não foi informado.
Isabela seria testemunha em um processo judicial nos próximos dias e a polícia investiga se a informação tem relação com a chacina. Já Guilherme era pedagogo pela Ufam, onde também era docente.
A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) já iniciou as diligências e começou a ouvir testemunhas ainda nesta segunda-feira (17).




