MANAUS (AM) – Familiares do paulista José Iran da Silva Damasceno, de 46 anos, foram à Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), nesta quarta-feira (2), para cobrar avanços na investigação sobre a morte dele. José foi assassinado na madrugada do dia 20 de agosto, na avenida Camapuã, na Cidade Nova, Zona Norte da capital, após um surto.
A família nega que ele vivia em situação de rua, como teria sido registrado inicialmente. Segundo parentes, José era trabalhador, morava em Manaus havia cerca de seis anos e estava na cidade trabalhando numa empresa durante todo esse tempo. O surto teria sido motivado pelo uso abusivo de álcool e por conta disso ele procurou atendimento médico após entrar em abstinência.
O cunhado da vítima, Jenaldo Florêncio de Santos, viajou de São Paulo para acompanhar o caso de perto. Ele contou que José perdeu documentos, calçados e parte das roupas depois de ser expulso por seguranças da unidade de saúde.
“Pessoa de boa índole, trabalhador. O que aconteceu é que ele tava sempre surtando por usar muito álcool. A partir daí, ele parou de usar e entrou em abstinência. Ele deu entrada na UPA, mas na hora de segurá-lo, cuidar, o botaram pra fora”, relatou.
Segundo o cunhado, José ainda pulou uma grade e fugiu da unidade, rasgando as roupas e perdendo os pertences. Depois disso, foi encontrado morto e espancado na rua 144, no núcleo 9, na Cidade Nova, onde foi dado como homem em situação de rua. O corpo apresentava sinais de agressão.
Durante os procedimentos para o translado, a família identificou duas perfurações no corpo. “Quando foi embalsamar, limpar o corpo, fazer o translado, ele estava com duas perfurações”, afirmou Jenaldo.
As informações ainda precisam ser confirmadas pelos registros oficiais e pela investigação policial.
Câmeras de segurança
Uma das principais esperanças da família para esclarecer o crime está nas câmeras de segurança instaladas ao longo da avenida Camapuã. Para os parentes, essas imagens podem ajudar a descobrir quem esteve com José nos últimos momentos de vida e como o assassinato aconteceu.
José deixou cinco filhos: quatro vivem em São Paulo e uma menina de quatro anos em Manaus. O corpo foi levado para São Paulo, onde ocorreu o velório e a despedida da família.
Até o momento, a Polícia Civil do Amazonas ainda investiga a motivação e os autores. A família pede que as autoridades avancem na investigação e pedem justiça.







