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Advogado é pr3s0 após tentar c0agir mulher e$tuprada por tenente da PM em Manaus

De acordo com as investigações da Delegacia Especializada em Crimes contra a Mulher (DECCM), a ação para intimidar a jovem ocorreu no dia 25 de abril. Foto: Reprodução

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MANAUS (AM) – Uma falsa procuradora da Assembleia Legislativa do Amazonas e um advogado de defesa. Foi com essa armação que uma jovem vítima de estupro foi enganada, sequestrada e pressionada a mudar o depoimento contra o tenente da Polícia Militar Osvaldo Lima da Silva. O esquema criminoso resultou, nessa segunda-feira (18), na prisão do advogado Matheus de Souza Ferreira, responsável pela defesa do oficial.

De acordo com as investigações da Delegacia Especializada em Crimes contra a Mulher (DECCM), a ação para intimidar a jovem ocorreu no dia 25 de abril. A vítima foi procurada por uma mulher que se passou por integrante da Procuradoria da Mulher da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), conseguindo convencê-la a entrar em um veículo. A partir dali, teve início um cárcere privado que se estendeu por mais de uma hora.

A delegada Patrícia Leão, titular da DECCM, revelou que a estratégia era manter a jovem circulando pela cidade enquanto era submetida a ameaças. Em determinado ponto do trajeto, o carro parou na praça do bairro Dom Pedro, Zona Centro-Oeste de Manaus. Foi quando Kamila Fernanda Alves de Almeida, ex-companheira do tenente, entrou no veículo e passou a pressionar a vítima diretamente.

“Lá essa mulher passou a ameaçar, intimidar, fazer com que a vítima mudasse seu depoimento para beneficiar o homem”, explicou a delegada.

O advogado Matheus de Souza Ferreira é apontado como participante direto das ações de coação. Ele se apresentou na delegacia e, segundo Patrícia Leão, está colaborando com as investigações, revelando detalhes até então desconhecidos pela polícia. A mulher que primeiro abordou a vítima, também advogada, já foi identificada pelos investigadores.

Prisão e buscas

Diante dos elementos reunidos, a Polícia Civil representou pela prisão preventiva dos envolvidos. Enquanto o advogado já está preso à disposição da Justiça, a ex-companheira do PM, Kamila Fernanda, segue foragida. A delegada pede o apoio da população para localizá-la.

Os investigados podem responder por crimes que vão de ameaça e coação a organização criminosa, sequestro e cárcere privado.

Relembre o caso

A denúncia que deu origem à investigação envolve o tenente da PM Osvaldo Lima da Silva, suspeito de estuprar a jovem durante uma abordagem na barreira da Rodovia AM-010, no dia 6 de abril. O crime causou forte repercussão no estado e passou a ser acompanhado por órgãos de defesa dos direitos das mulheres.

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