MANAUS (AM) – A Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) deu mais detalhes nesta segunda-feira (19) sobre a prisão de Jackson Silva dos Santos, de 26 anos, pelo assassinato de Paloma, mulher trans morta a tiros dentro de casa no bairro Jorge Teixeira, Zona Leste de Manaus. Ele foi contratado, pelo valor de R$ 1 mil, por um adolescente de apenas 16 anos.
Jackson foi preso em 16 de outubro durante o cumprimento de um mandado de prisão temporária. De acordo com o delegado Ricardo Cunha, ele confessou envolvimento no crime.
Conforme a investigação, o homicídio teria sido motivado por uma discussão em uma adega na avenida Itaúba. O adolescente teria esbarrado em Paloma, que carregava uma substância entorpecente. Depois que o material caiu no chão, ela teria dado dois tapas no rosto dele.
Inconformado, o adolescente teria decidido se vingar e seguiu Paloma até sua residência. Segundo o delegado Hugo Albernaz, os dois passaram pelo menos dois dias monitorando o imóvel para confirmar que ela morava no local.
O crime ocorreu em 27 de setembro, por volta das 14h30. De acordo com a polícia, os dois suspeitos chegaram de motocicleta, retiraram a placa do veículo e pularam o muro da residência. Jackson teria ficado próximo à entrada da quitinete, enquanto o adolescente entrou no imóvel e disparou pelo menos quatro vezes contra Paloma.
Ainda conforme a investigação, Jackson teria conduzido a motocicleta e participado da organização do homicídio. A polícia também apura se ele ajudou a alugar o veículo utilizado na fuga.
Durante a prisão, os policiais encontraram um revólver calibre 38 na cintura de Jackson. A arma foi apreendida e será submetida a perícia, pois o suspeito afirmou que o armamento foi utilizado no assassinato.
Segundo Albernaz, o revólver foi encontrado com Jackson quase um mês após o crime, o que levanta dúvidas sobre a versão apresentada por ele.
O adolescente compareceu à DEHS em 17 de outubro, acompanhado da tia, e admitiu participação no caso, segundo os delegados.
Ele não foi apreendido, e o procedimento será encaminhado à unidade especializada responsável pela apuração de atos infracionais. A polícia aponta o adolescente como autor dos disparos e Jackson como participante da ação.




