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Vídeo: Homem é investigado pela PC por stalking contra estudante de escola no Centro de Manaus

O homem aparece com um buquê de flores. Foto: Reprodução

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MANAUS (AM) – Uma jovem de 18 anos, aluna do Colégio Brasileiro Pedro Silvestre, estaria sendo vítima de um perseguidor identificado como “Nicolas”, que trabalha supostamente no atendimento da Polícia Federal. Ele foi flagrado nesta semana com um buquê de flores nas mãos, na rua 10 de Julho, Centro de Manaus, tentando se aproximar da estudante. A cena viralizou nas redes sociais e acendeu um alerta que agora mobiliza a Polícia Civil do Amazonas.

As imagens que inflamaram a internet mostram o suspeito caminhando de forma determinada em direção à aluna. Ao notar a presença inesperada, a jovem corre para longe, tomada pelo medo, em busca de refúgio. Em outro trecho da gravação, o próprio homem comenta o episódio com uma frase que mistura frustração e uma perigosa naturalização da perseguição: “Comprei flor e só correu”.

Uma amiga da vítima, identificada como Silvia Camila, usou as redes sociais para expor a situação. Segundo ela, Nicolas vem tentando estabelecer uma relação mesmo depois de a jovem deixar claro, repetidas vezes, que não está disposta a corresponder. Ainda assim, ele estaria frequentemente a perseguindo, fato que acabou filmado, viralizado e agora investigado. Amedrontada, a estudante preferiu que a amiga falasse por ela publicamente.

O caso, de repercussão imediata, foi inicialmente registrado na Delegacia Virtual (Devir) e agora está sob os cuidados da Delegacia Especializada em Crimes Contra a Mulher (DECCM) Sul/Oeste. A vítima deverá ser ouvida nos próximos dias, e o enquadramento preliminar aponta para crime de perseguição, conhecido como stalking, conduta que vem sendo combatida com mais rigor pela legislação brasileira.

Diante da gravidade, uma rede de proteção foi acionada. A Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar (Seduc-AM) informou que a gestão da unidade de ensino agiu rapidamente: registrou a ocorrência em ata interna, auxiliou a família na formalização do Boletim de Ocorrência na delegacia especializada e abriu um Procedimento Operacional Padrão (POP) junto ao Núcleo de Inteligência em Segurança Escolar (Nise).

Em nota, a Seduc-AM foi enfática ao afirmar que “não compactua com práticas ou condutas que representem ofensa ou qualquer tipo de violência dentro do ambiente escolar” e que trabalha para garantir uma convivência segura e respeitosa nas unidades de ensino.

A Polícia Civil mantém cautela e informou que novas informações só serão divulgadas posteriormente, para não comprometer o andamento sigiloso das investigações.

Redação:

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