CURITIBA – O que era para ser um gesto de preocupação com a segurança alheia quase custou caro à confeiteira Solange Alves Pereira, moradora de Fazenda Rio Grande, na Região Metropolitana de Curitiba. Ela viveu momentos de autêntico desespero na última quinta-feira (30) ao ser literalmente engolida por um buraco que se abriu de forma súbita na calçada em frente à sua casa, numa sequência digna de filme.
O pesadelo começou quando Solange ouviu um estrondo vindo da rua. Ao sair para investigar, deparou-se com um enorme vão no solo. Preocupada com a possibilidade de algum pedestre desavisado cair, já que um ponto de ônibus fica bem próximo, ela pegou um cabo de vassoura para tentar medir a profundidade do abismo. Mas o solo, completamente instável, não suportou o peso. Com um novo estalo, a calçada ruiu por completo e a mulher despencou dentro da cratera, que estava alagada.
“Vi que era fundo e falei que tinha que isolar para não cair ninguém, só que não deu tempo. Quando eu caí, consegui ver embaixo e só estava a casca da calçada. Poderia ter sido uma criança, um idoso, uma gestante”, desabafou Solange, visivelmente abalada, após ser resgatada.
A comoção atraiu dois homens, que correram para prestar socorro à vítima. A intenção, porém, teve um desfecho inesperado: o terreno cedeu mais uma vez, e ambos os voluntários também foram sugados para dentro do buraco. Felizmente, apesar do susto e da queda de quase dois metros, os três conseguiram se reerguer sem auxílio externo, escapando com ferimentos leves. A confeiteira, em particular, saiu apenas com alguns arranhões nas pernas.
Em nota oficial, a Prefeitura de Fazenda Rio Grande atribuiu o colapso ao rompimento de uma rede de água operada pela Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar), garantindo que o reparo da tubulação já foi concluído e que a reconstrução da calçada está programada para os próximos dias.