MUNDO – A Santa Sé confirmou nesta terça-feira (13) que o papa Leão XIV foi submetido a uma cirurgia no pulmão e foi diagnosticado com adenocarcinoma pulmonar, uma forma comum de câncer no órgão. O procedimento cirúrgico durou cerca de 90 minutos, obteve sucesso absoluto e o pontífice já se encontra em recuperação em seu quarto hospitalar.
De acordo com a nota oficial assinada pelos médicos Luigi Carbone e Stefano Margaritora, a intervenção foi realizada por videotoracoscopia e consistiu na remoção do lobo inferior do pulmão direito. O papa despertou normalmente do processo anestésico.
A operação ocorreu no Hospital Policlínico Gemelli, em Roma, tradicional centro de saúde que abriga uma ala exclusiva para os líderes da Igreja Católica no 10º andar. A instituição ficou famosa na história papal por abrigar João Paulo II, a quem o falecido pontífice chamava carinhosamente de “Vaticano III”, e por ter atendido o papa Francisco em uma internação por crise respiratória no ano passado.
Diagnóstico precoce e reação do Vaticano
O próprio Leão XIV havia anunciado no domingo (11) a necessidade de ser operado por recomendação médica, ressaltando que o nódulo fora descoberto em estágio inicial. Devido ao período de recuperação, a agenda pública do papa está suspensa até o dia 20 de outubro.
A notícia pegou a cúpula da Igreja de surpresa. O secretário de Estado e “número dois” do Vaticano, cardeal Pietro Parolin, revelou à imprensa italiana ter ficado preocupado, mas destacou a tranquilidade demonstrada pelo chefe da Igreja antes do procedimento.
“Conversamos com muita calma. É claro que estou preocupado, pois ninguém esperava por isso, mas graças a Deus o problema foi detectado de forma precoce. Quando esse tipo de diagnóstico ocorre a tempo, há grandes chances de resolução”, afirmou Parolin.







