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Sócio do restaurante Barollo e dono de locadora é o alvo da PF em esquema de ‘rachadinha’ e fr@ude

O empresário Ivair Ferreira foi o principal foco da Operação Reduto em Manaus, deflagrada na manhã desta quinta-feira (9). Foto: Reprodução

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MANAUS (AM) – O empresário Ivair Ferreira foi o principal foco da Operação Reduto em Manaus, deflagrada na manhã desta quinta-feira (9) pela Polícia Federal em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU). Agentes cumpriram mandados de busca e apreensão em dois endereços ligados a ele na capital amazonense: sua residência, localizada no bairro Ponta Negra, Zona Oeste, e a sede da Millennium Locadora Ltda, empresa da qual é proprietário, situada no bairro Adrianópolis, Zona Centro-Sul.

Ivair Ferreira também figura como sócio do Barollo, restaurante de alto padrão instalado no bairro Vieiralves, na mesma região da cidade. Conforme consultas na Receita Federal, a Millennium Locadora possui capital social superior a R$ 30 milhões. O restaurante, cerca de R$ 2,8 bilhões.

A ação que também teve alvos em Porto Velho e Ariquemes, em Rondônia, busca desmontar uma suposta engrenagem de fraudes licitatórias, desfalque de recursos públicos e lavagem de dinheiro. Conforme a Polícia Federal, a organização criminosa operava em duas vertentes. A primeira consistia no direcionamento de certames e contratos públicos no município de Ariquemes, certames esses vencidos justamente pela Millennium Locadora, empresa de Ivair. A segunda frente envolvia um alegado esquema de “rachadinha”, prática de apropriação de salários de servidores comissionados, na Assembleia Legislativa de Rondônia (ALE-RO).

Os trabalhos investigativos tiveram origem em 2024, impulsionados por Relatórios de Inteligência Financeira (RIFs) encaminhados pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). Os documentos sinalizaram transações atípicas envolvendo uma firma manauara contratada pelo setor público de Rondônia. Ao longo do rastreamento, os policiais identificaram movimentações que ultrapassam R$ 9 milhões, montante considerado totalmente dispar da capacidade econômica declarada pelos suspeitos.

A operação conta com o suporte da CGU e do Ministério Público de Rondônia (MPRO).

 

Redação:

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