MANAUS – Ao menos três policiais considerados de alta periculosidade estão entre os transferidos durante a operação do MP que foi marcada por protestos em Manaus nesta terça-feira (12).
Bento Luciano, Bruno Cezanne e Saimon Macambira, foram levados junto ao grupo que deixou a unidade prisional para servidores da Polícia Militar do Amazonas, no bairro Monte das Oliveiras, e agora permanecem presos na Unidade Prisional da Polícia Militar do Amazonas (UPPM-AM).
Bruno Cezanne foi condenado a 12 anos e 11 meses de prisão por homicídio, foi acusado de participar de milícia. Já Cezanne responde em 56 processo na Justiça do Amazonas, assim como Saimon Macambira responde por tentativa de homicídio contra o cantor Dubarranco, e teria encomendado a morte dele por ciúmes.
As celas com ar condicionado e celulares, descobertas pelo MP, reforçam a necessidade de que a situação fosse contornada no local onde 23 policiais s haviam fugido em fevereio.
A iniciativa decorre de termo de ajustamento de conduta (TAC) firmado entre a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), Polícia Militar do Amazonas (PMAM) e MPAM, após a saída de 23 presos da antiga unidade prisional, em fevereiro deste ano — ocasião que evidenciou a necessidade de adoção de medidas estruturais e administrativas para reforço da segurança e reorganização do sistema de custódia militar.
Operação Sentinela
A primeira fase da operação, intitulada Sentinela, ocorreu em março, após investigações que apuraram a evasão de 23 detentos do NPPM, no dia 27 de fevereiro. As diligências resultaram na prisão preventiva de dois policiais militares.
De acordo com a apuração do MP, a ausência foi detectada durante revista extraordinária, com fuga possivelmente facilitada, nos termos da legislação penal militar, pelos dois PMs presos. Na data da inspeção, os policiais estavam de serviço na guarda do estabelecimento.




