BRASIL – A madrasta e a avó paterna do menino Douglas Kratos, de 11 anos, foram presas pela Polícia Civil na noite de quarta-feira (13), em São Paulo. As duas são investigadas por suspeita de participação nas torturas sofridas pela criança, encontrada morta dentro da própria casa, na Zona Leste da capital paulista.
Durante depoimento, as mulheres admitiram que sabiam que o garoto era mantido acorrentado pelo pai dentro do quarto. Segundo a investigação, a corrente era presa ao pé da cama para impedir que a criança fugisse da residência. O pai do menino, Chris Douglas, já havia sido preso em flagrante e confessou que utilizava o objeto, embora negue agressões físicas.
De acordo com a polícia, a madrasta relatou que convivia com a família havia cerca de cinco anos e presenciava o uso das correntes tanto pelo companheiro quanto pela avó da criança. Já a idosa afirmou que o filho era o responsável por prender o menino, alegando que ele costumava fugir de casa. Todos confirmaram que as marcas encontradas nas pernas da vítima eram provocadas pelas correntes.
O caso veio à tona após a própria família chamar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e o Corpo de Bombeiros. Quando as equipes chegaram ao imóvel, Douglas Kratos já estava morto. Os socorristas identificaram diversos sinais de maus-tratos, como hematomas pelo corpo, roxos nas extremidades e espuma na boca.
A Polícia Civil apreendeu celulares, computadores, cartões de memória e equipamentos do sistema de monitoramento da residência, que passarão por perícia. O caso é investigado pelo 50º Distrito Policial (DP), que aguarda os laudos para esclarecer a causa da morte e a participação de cada integrante da família nas agressões contra o menino.