AMAZONAS – A candidata bolsonarista Maria do Carmo Seffair (PL) decidiu buscar conselhos e estratégias políticas em uma empresa de marketing que ajudou o venezuelano Hugo Chávez a dominar o país vizinho com a ideologia esquerdista de Marx e Fidel Castro. O profissional que tenta vender a professora como uma direitista raiz, tem no currículo, ainda, nomes da esquerda do Brasil, como Dilma e Braga.
A empresária pagou meio milhão de reais à empresa Great Creat G. Wilde Silva de Oliveira, que pertence ao empresário brasileiro George Wilde, o mesmo que fez a campanha presidencial de Chávez para o partido Revolução Bolivariana, que se autointitula “socialismo do século XXI”.

A contratação chamou a atenção porque Maria do Carmo afirma em seu discurso ser contra todo o tipo de ideia ou de pessoas alinhadas à esquerda, incluindo Lula, que ao longo do tempo foi aliado de Chávez.
Wilde foi assistente do marqueteiro João Santana na campanha de 2013, usando as conhecidas táticas populistas de personificação de liderança voltada para um “salvador”. No Amazonas, Maria usa a mesma estratégia, afirmando que é a única candidata que não pertence à “velha política”, e que não precisa do dinheiro público, já que é dona de uma fortuna de R$ 118 milhões.
COMUNICAÇÃO DE MASSA
Em relato nas redes sociais, Wilder defende que a polícia seja feita para comunicar com as massas. Foi exatamente o que ele fez com o ditador Chávez. O marqueteiro trabalhou também em campanhas de El Salvador, Panamá, República Dominicana, Argentina e Angola.
À ESQUERDA
A escolha de Maria do Carmo também chama a atenção porque George Wilde é um “especialista em esquerda”. Atuou nas campanhas de Dilma Rousseff, Gleisi Hoffmann e Marta Suplicy.
Em 2014, ele comandou a campanha do ex-líder guerrilheiro Salvador Sánchez Cerén, em El Salvador.. Outro esquerdista que contratou Wilder foi Eduardo Braga, no Amazonas, em 2014..
Fica a dúvida agora qual será o caminho que ele vai apontar para a bolsonarista, que segue gravando vídeos falando de “Deus, Pátria e Família”, enquanto tenta ganhar os votos dos eleitores da direita amazonense.




