MANAUS – Após a libertação do PM suspeito de matar o jovem Carlos André de Almeida Cardoso, de 19 anos, no fim de semana, durante abordagem policial em Manaus, a mãe dele, Elayne Almeida, criticou a decisão da Justiça. “Estou em uma situação muito difícil ainda mais depois de saber que ele foi liberado. Esse homem não pode tá na rua porque é um perigo para a sociedade o que ele fez com meu filho. O Carlos ainda tentou lutar pela vida. Sendo que ele já tinha dado um tiro nele e eu nem sabia“, afirmou.
O policial militar Belmiro Wellington Costa Xavier foi para casa, entregou ar armas e agora espera os próximos passos da investigação sobre a morte do jovem no bairro Alvorada, zona Centro-Oeste de Manaus.
“De inicio quando eu cheguei falaram que ele tinha sofrido um acidente batido na calcada e quebrado o pescoço. Esses policias são tão criminosos e cretinos que viraram o corpo do meu filho de costas para eu não ver o que eles fizeram no pescoço e rosto dele”, disse a mãe.
Outro policial que teria compactuando com a versão de acidente também é investigado no caso.
O advogado da família afirma que testemunhas estão sendo coagidas. A SSP não comentou a acusação. “Estamos requerendo à autoridade policial que ouça testemunhas confidenciais, testemunhas que estão sendo torturadas por diversos policiais militares. Elas estão sendo vítimas de jatos de spray de pimenta no rosto e perseguidas desde o velório, desde o enterro da vítima”, declarou Alexandre Torres.
O jovem foi morto na madrugada de domingo (20), com um tiro no peito. Testemunhas e câmeras mostram que ele estaria rendido na hora do disparo.
O caso segue nas mãos da Polícia Civil.




