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Home Governo

Justiça determina que Twitter repasse informações de campanha ‘Brasil não pode parar’

Expressoam Por Expressoam
31 de março de 2020
no Governo
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BRASIL | O juiz Alberto Júnior, da 10ª Vara Federal do Rio, mandou o Twitter apresentar dados de posts apagados pela Secretaria Especial de Comunicação (Secom) sobre a campanha “O Brasil Não Pode Parar”. Após a repercussão negativa das peças publicitárias, o Planalto excluiu as publicações das redes sociais afirmando que eram de “caráter experimental”. O magistrado também ordenou o secretário de comunicação, Fábio Wajngarten, a apresentar o contrato de R$ 4,9 milhões feito sem licitação com agência de publicidade.

“Não importa se o vídeo foi produzido em caráter experimental, e que por ventura não tenha sido avaliado e aprovado pela Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República. O que interessa é que teve origem em contrato celebrado pela Secom e que, oficialmente ou não, foi posto em circulação para o público em geral”, afirma Alberto Júnior.

O magistrado cobra que o Twitter apresente todos os “logs” de acesso, registros de postagens e registro de apagamento de publicações da conta da Secom (@Secomvc) entre os dias 26 e 27 de março. O magistrado decretou o envio dos documentos em até cinco dias, sob pena de multa diária de R$ 10 mil.

Se a rede social não enviar as informações, o juiz afirmou que expedirá um mandado de busca e apreensão que deverá ser cumprido pela Polícia Federal contra o Twitter. De acordo com Alberto Júnior, o fato de a Secom ter veiculado o conteúdo, mesmo “em caráter experimental”, já seria suficiente para “vinculá-lo em termos de imputação de responsabilidade” sobre a mensagem difundida.

A campanha foi suspensa no sábado (28) por liminar da juíza Laura Bastos Carvalho, que proibiu o governo de veicular mensagens que “sugiram à população brasileira comportamentos que não estejam estritamente embasados em diretrizes técnicas”.

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A campanha foi suspensa no sábado (28) por liminar da juíza Laura Bastos Carvalho, que proibiu o governo de veicular mensagens que “sugiram à população brasileira comportamentos que não estejam estritamente embasados em diretrizes técnicas”. Em outra ação civil movida contra a campanha “O Brasil Não Pode Parar”, o juiz Alberto Júnior mandou o chefe da Secom, Fábio Wajngarten, apresentar cópia do contrato de R$ 4,9 milhões firmado pela pasta com a agência iComunicação Integrada.

A Secom alega que o contrato não tem relação com a campanha publicitária, e a agência alega que foi contratada de modo temporário para substituir a Isobar, que deixou as contas do governo em março após cinco anos de contrato – prazo máximo estabelecido pela licitação de 2015. A iComunicação nega que tenha sido responsável pela “O Brasil Não pode Parar”.

Tags: campanhaGovernolicitação

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