MANAUS (AM) – A recente decisão do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM), que suspendeu temporariamente a ordem de despejo do tradicional Bar do Armando, continua dando o que falar. Na manhã desta quarta-feira (15), um vídeo inflamado da influenciadora e escritora trans Aritana Tibira incendiou ainda mais a discussão.
Sem meias-palavras, Aritana declarou que não nutre qualquer empatia pela causa do bar, que defende a tradicional e ser recanto da cultura da cidade. “Já fui destratada lá e pessoas que eu conheço também”, afirmou na gravação, justificando sua posição com base em experiências pessoais que descreveu como negativas.
O recado, no entanto, foi além do relato de mau atendimento. A influenciadora mirou diretamente na figura de Ana Cláudia Soeiro Soares, herdeira do Bar do Armando, criticando seu posicionamento político: “Eu não sou da turma do ‘amor venceu’, e ela não tem que ficar pedindo interferência do Estado, já que é bolsonarista, de direita e conservadora”.
De um lado, internautas ecoaram as queixas de Aritana e endossaram o desconforto com a mobilização. De outro, uma legião de defensores do bar rebateu, argumentando que a importância histórica e afetiva do espaço transcende divergências políticas ou desavenças individuais.
O vice-presidente do TJ-AM, desembargador Airton Luís Corrêa Gentil, assinou liminar provisória interrompendo o despejo. A justificativa foi clara: evitar danos irreversíveis antes que o mérito da questão seja analisado pelo colegiado. A administração do Bar do Armando não comentou sobre as falas da influenciadora.




