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Homem que ajudou em execução no bairro Japiim recebeu R$ 1 mil, diz polícia

Outro indivíduo também foi preso por fraude processual por tentar ludibriar as investigações do caso. Foto: Erlon Rodrigues/PC-AM

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MANAUS (AM) – Luciano Moraes Paulo, de 25 anos, foi preso pelo assassinato de Thalyson Coelho Vasconcelos, que tinha 33 anos. Segundo policiais da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), ele foi o piloto de fuga do crime que ocorreu em dezembro do ano passado. Além dele, Afonso Henrique Cunha Barreto, de 27 anos, foi preso por fraude processual por tentar ludibriar as investigações do caso.

De acordo com o delegado Ricardo Cunha, titular da unidade especializada, as investigações em torno do caso iniciaram logo após o crime e foi possível identificar que um carro Volkswagen Gol teria sido usado pelos autores do delito. Ao decorrer das investigações, foi possível localizar o paradeiro dos envolvidos no crime.

“Estamos apresentando duas pessoas envolvidas na morte do Thalyson, que teve sua ceifada em dezembro de 2023. A vítima foi morta com mais de três disparos de arma de fogo após sair de uma igreja. Esse é mais um caso sendo solucionado pelas equipes da DEHS, que sempre estão sempre aptos a dar respostas para a sociedade”, disse.

A delegada Deborah Barreiros, adjunta da DEHS, informou que primeiramente foi feito um levantamento de imagens para identificar qual foi o veículo utilizado na ação, sendo constatado que se tratava de um veículo de locadora. As diligências continuaram e foi possível, por meio do Sistema de Posicionamento Global (GPS), localizar o veículo em via pública, ainda em janeiro deste ano.

“Nós conseguimos abordar o carro e encontramos Luciano na direção do veículo. Ao indagarmos sobre o ocorrido, ele disse não saber quem era a vítima e, também, que não tinha nenhuma participação no crime. Ele alegou que possivelmente estaríamos enganados e que teríamos abordado a pessoa errada. Mas por meio do GPS, conseguimos desmontar toda a versão contada por ele, pois tivemos acesso a todo o trajeto do carro”, contou.

Conforme a delegada, Luciano recebeu mil reais dos mandantes do crime para dirigir o veículo utilizado no crime. Em depoimento, ele disse que adquiriu o carro com Afonso Henrique quatro dias antes do homicídio de Thalyson. Afonso não participou do homicídio, mas tentou confundir as investigações, levando à delegacia documentos de outras pessoas que possivelmente estariam com o veículo no dia do fato, o que foi descartado.

“A motivação do crime seria um suposto acerto de contas por tráfico de drogas, o que nos deixa ainda um pouco em dúvida, uma vez que a vítima não tinha nenhuma passagem pela polícia ou qualquer histórico de envolvimento com o tráfico. Pode ser que Thalyson tenha sido morto por engano”, finalizou.

A delegada destacou que as investigações em torno do caso continuam para localizar e prender os demais envolvidos e dar o caso por solucionado.

Luciano responderá por homicídio qualificado e Afonso foi indiciado por fraude processual. Ambos ficarão à disposição da Justiça.

Expressoam:

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