MANAUS (AM) – Jaqueline Silva Braz tentou se colocar como vítima segundo o delegado Ricardo Cunha, da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS). A mulher de 24 anos, apontada como a arquiteta do sequestro de Ayla Sofia, negou tudo e lançou uma versão que deixou os investigadores incrédulos. Segundo ela, não apenas a recém-nascida de 23 dias havia sido levada por criminosos, como sua própria filha também teria sido sequestrada pelo mesmo bando.
A explicação, porém, durou pouco. “Contou uma história fantasiosa, que tanto a filha dessa mãe, essa criança de 23 dias, quanto a sua filha foram sequestradas por esses criminosos”, afirmou Cunha, sem esconder a descrença. Para o delegado, a versão é “totalmente contraditória com tudo que foi levantado nos autos”.
Entre as evidências mais contundentes estão imagens que, segundo a DEHS, mostram a suspeita com a bebê nos braços. Registros do momento em que a criança foi abandonada em uma calçada na Zona Oeste de Manaus também estão em poder dos investigadores.
“Nós temos filmagens da Jaqueline na posse dessa criança, nós temos filmagens do resgate dessa criança, da colocação dessa criança em uma calçada”, enumerou o delegado.
O motociclista por aplicativo Patrick Furtado já havia relatado à polícia que esteve no endereço onde os envolvidos se reuniram, viu a recém-nascida e foi ele quem, mais tarde, socorreu a mãe de Ayla. A mulher foi encontrada debilitada e foi estuprada, segundo a polícia.
A DEHS continua a investigação para, ainda, confirmar ou descartar se a intenção era vender a bebê ou ficar com ela para si. Além de ter falado de uma suposta filha, Jaqueline também havia falado para os familiares que estava grávida e chegou a mostrar fotos da bebê roubada como se fosse dela.