MANAUS (AM) – A mulher agredida por um policial militar dentro de uma residência em Eirunepé, no interior do Amazonas, divulgou um vídeo nas redes sociais relatando a própria versão sobre o caso envolvendo o cabo Aldo Vasconcelos, lotado na 1ª Companhia Independente da Polícia Militar (1ª CIPM). Segundo ela, toda a situação aconteceu após retornar para casa com a filha, depois de buscá-la na escola.
Vídeo: policial bate em mulher e dá soco em homem algemado durante ocorrência em Eirunepé
No relato, a moradora afirma que encontrou o marido já algemado dentro da residência quando chegou ao local. “Quando eu cheguei, a polícia já estava aqui dentro de casa, com o meu marido algemado”, declarou. Ela contou ainda que o policial teria mandado ela sentar no sofá logo ao entrar na casa, mas se recusou a obedecer.
A mulher afirmou que o cabo começou a perguntar sobre o paradeiro do filho dela, de apenas 12 anos, e insinuou envolvimento do adolescente com tráfico de drogas. “Ele tava perguntando: ‘cadê o teu filho?’. Meu filho tem 12 anos, pequeno”, disse. Conforme o relato, o policial também exigiu o celular dela durante a abordagem. “Eu disse que não dava o meu celular, quem era ele pra estar pedindo o meu celular”, afirmou.
Segundo a moradora, após se recusar a entregar o aparelho, o policial avançou contra ela. “Ele me atacou com um tapa na minha cara”, relatou. Ainda de acordo com a mulher, o marido tentou apenas impedir a agressão, mas também acabou sendo atingido. “Meu esposo foi falar pra ele não me bater, ele atacou o meu esposo também”, contou.
No vídeo, a mulher disse que passou a viver com medo após o episódio e acusou o policial de perseguição. “Desde esse dia eu não vivia bem. Eu vivia perseguida por esse homem”, declarou. Ela afirmou ainda que chegou a ser abordada novamente pelo policial em frente a uma academia. Até o momento, a Polícia Militar do Amazonas (PMAM) não divulgou posicionamento oficial sobre o caso.




