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DEHS apura suposta negligência na m0rt3 de garoto autista em Manaus; rede de proteção estava rompida

Pietro Farias da Silva, de 11 anos, caiu do quinto andar de seu apartamento e não resistiu. Foto: Reprodução

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MANAUS (AM) – A morte de Pietro Farias da Silva, de 11 anos, que tinha diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA), continua sendo investigada pela Polícia Civil do Amazonas. Segundo o delegado Gerson Oliveira, da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), é investigada suposta negligência após o ocorrido.

A criança despencou do quinto andar do edifício Life Parque 10, Zona Centro-Sul da capital, na manhã desta terça-feira (30). Pietro morava em um apartamento cuja rede de proteção já se encontrava rompida e estava apenas com uma irmã mais velha, adolescente de 14 anos.

“Encontramos no apartamento uma rede de proteção rompida e uma janela anteriormente travada para evitar acesso. Houve o cuidado de impedir que a criança tivesse acesso a algumas janelas, mas a varanda continuava vulnerável”, detalhou o delegado Gerson Oliveira, responsável pelo caso.

O delegado fez questão de ressaltar que situações de perigo envolvendo a vítima não eram inéditas e de conhecimento, inclusive, de vizinhos. “Desde o ano passado, vizinhos já haviam relatado que a criança ficava na janela em situações de risco. Já havia imagens de outras ocasiões em que a criança foi vista subindo nas janelas e se colocando do lado de fora, com perigo de cair”, declarou.

Conforme Oliveira, o menino tinha diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA), fator que pode ter influenciado seu comportamento de exposição ao perigo, e a mãe tinha ido numa consulta médica. “Vamos apurar para saber se houve negligência por parte da mãe, mas os pais sempre são responsáveis pela segurança dos filhos”, comentou.

Com o impacto da queda, a vítima sofreu lesões graves na cabeça e no braço. Uma equipe médica ainda chegou a ser acionada para prestar os primeiros socorros, mas o menino não resistiu.

A investigação será conduzida pelo 23º Distrito Integrado de Polícia (DIP). Imagens devem ser solicitadas pela Polícia Civil do Amazonas.

Redação:

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