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Caso Débora: assassin0 pede perdão à família durante júri em Manaus: ‘não perdoo’

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MANAUS –  Gil Romero, condenado a mais de 63 anos, de prisão pela morte da grávida Débora Alves, em Manaus, pediu perdão da família durante o julgamento que acabou nesta segunda-feira (1), em Manaus. José Nilson, o comparsa, foi condenado a 17 anos e 8 meses de prisão.

Paula Cristina, mãe da vítima, disse que não pode perdoar. O neto dela, Arthur, que estava para nascer, também foi morto. “Ele pediu perdão, mas eu não perdoei. O perdão não vem de mim, vem de Deus. Em nenhum momento ele falou a verdade”.

A família nunca soube onde o corpo do bebê foi parar. “Eu esperava pelo menos um pouco de humanidade nele, mas não vi. Ele é frio. Tirou a alegria da minha filha, que era uma menina feliz, batalhadora e empreendedora”.

A irmão de Débora também não aceitou. “Minha filha chorou muito. Ela me disse: ‘Mãe, eu não tenho ódio dele. Eu só tenho dó.’ E é isso que eu sinto: piedade. O julgamento não cabe a mim, cabe a Deus. Tenho certeza de que a mão de Deus um dia vai pesar sobre Romero”.

“Eu não queria estar aqui, eu queria estar em casa com a minha filha e meu neto. Eu não queria nada disso. Mas agradeço a cada um de vocês pelo apoio à minha família.”

Redação:

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