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Home Justiça

Após 600 dias presos, Cleusimar e Ademar Cardoso têm pedido de soltura negado pelo TJAM

Redação Por Redação
23 de março de 2026
no Justiça, Manaus
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A magistrada entendeu que não há elementos suficientes para conceder medida de urgência neste momento. Foto: Reprdução

A magistrada entendeu que não há elementos suficientes para conceder medida de urgência neste momento. Foto: Reprdução

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MANAUS (AM) – A defesa de Cleusimar Cardoso e Ademar Cardoso, investigados na morte da ex-rainha do boi Garantido Djidja Cardoso, teve um pedido de revogação da prisão preventiva negado pela desembargadora Luiza Cristina Marques, do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM). A decisão, proferida neste mês, rejeitou o argumento da defesa de que os mais de 600 dias de detenção configurariam constrangimento ilegal.

Ao analisar o recurso, a magistrada entendeu que não há elementos suficientes para conceder medida de urgência neste momento, defendendo que o tema requer uma análise mais aprofundada pelo colegiado da Corte. A desembargadora solicitou informações adicionais à juíza responsável pelo processo em primeira instância, deixando a decisão final a cargo do órgão colegiado.

Cleusimar e Ademar foram presos em 28 de maio de 2024, mesma data em que Djidja Cardoso foi encontrada morta em sua residência, no bairro Cidade Nova, Zona Norte de Manaus. Outras pessoas também foram detidas no mesmo dia, incluindo Verônica da Costa Seixas. Investigações posteriores resultaram em novas prisões, entre elas a do ex-namorado da vítima, Bruno Roberto da Silva, do coach Hatus Moraes Silveira e de empresários suspeitos de fornecer substâncias ilícitas.

Segundo a Polícia Civil, o grupo estaria envolvido em uma organização que utilizava cetamina, um anestésico de uso veterinário, em rituais de uma seita denominada “Pai, Mãe, Vida”, liderada por Cleusimar. A substância afeta o sistema nervoso central, deixando os usuários em estado de vulnerabilidade.

No dia das prisões, Cleusimar e Ademar não prestaram depoimento por estarem sob efeito de substâncias psicotrópicas. O advogado Vilson Benayon chegou a solicitar a internação dos dois, alegando estado físico e psicológico debilitado.

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Em dezembro de 2024, o juiz Celso de Paula condenou parte dos envolvidos a 10 anos, 11 meses e 8 dias de prisão por tráfico e associação para o tráfico de drogas. No entanto, em setembro de 2025, a sentença foi anulada pela Primeira Câmara Criminal do TJAM, que reconheceu cerceamento de defesa, pois os advogados não puderam se manifestar sobre o laudo toxicológico definitivo apresentado após as alegações finais.

Com a decisão mais recente, Cleusimar e Ademar permanecem presos preventivamente enquanto aguardam novo julgamento.

 

Tags: 600 diasManauspedidorejeitadosolturaTJAM
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