MANAUS (AM) – A amazonense Thayane Smith resolveu colocar mais lenha na fogueira em novo depoimento no Instagram, após dizer que faria revelações sobre Roberto Farias, o “Betinho”, que ficou cinco dias desaparecido após trilha no Pico Paraná. Segundo ela, foram levadas oito camisinhas, com a expectativa de rolar algo, mas a experiência foi “broxante”.
O que a princípio seria uma atração física se transformou em irritação com o comportamento do companheiro. Enquanto ela enfrentava cansaço extremo, fome e sede, Roberto tentava animá-la cantando músicas infantis como “Hakuna Matata” da trilha de O Rei Leão, além de fazer brincadeiras consideradas inadequadas, como tentativas de cócegas dentro da barraca.
A jovem destacou, principalmente, a falta de sensação de segurança ao lado dele. “Eu comecei a trilha com a esperança de ter um homem do meu lado, técnico de segurança, bombeiro… Mas ele não passava segurança de liderança”, explicou ela, que também já havia revelado ser bancada por um homem no Sul com quem tem, aparentemente, um relacionamento aberto.
Apesar das circunstâncias que poderiam sugerir intimidade, como a necessidade de dormir sem roupa dentro da barraca devido às roupas molhadas pela chuva, Thayane afirmou que impôs limites claros e que Roberto os respeitou.
O episódio, porém, ganhou contornos mais graves após a descida. Roberto passou mal durante o trajeto, chegou a vomitar, e Thayane optou por seguir sozinha, deixando-o para trás. O rapaz desapareceu por cinco dias, o que levou a uma investigação do Ministério Público do Paraná (MP-PR). O órgão entendeu que houve omissão de socorro por parte da trilheira, que seguiu adiante ciente da debilidade física do companheiro e sem acionar o resgate adequadamente.
Denunciada com base no artigo 135 do Código Penal, Thayane agora responde judicialmente pelo caso e pode enfrentar penas como prestação de serviços à comunidade e pagamento de indenização.