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Alerta g0lp3: Mulher diz que empréstimo em seu nome foi feito na Bemol Digital no valor de R$ 27,5 mil

Ela alega nunca ter feito a transação, mas a dívida existe e ela está sendo cobrada. Foto: Reprodução

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MANAUS (AM) – Uma cliente da Bemol Digital em Manaus trava uma batalha solitária para provar que foi vítima de uma fraude financeira de R$ 27,5 mil e que a própria instituição estaria se recusando a reconhecer o golpe. Ela alega nunca ter feito a transação, mas a dívida existe e ela está sendo cobrada.

O pesadelo começou de forma silenciosa, no dia 12 de junho, quando o empréstimo foi contratado em seu nome sem qualquer autorização. Ela só soube da dívida ao receber uma mensagem de texto no celular, comunicando a cobrança da primeira parcela. “Informando já a parcela desse golpe que já tinha sido feito […]. Não contratei nada, não entrei em link nenhum”, relatou a vítima, ainda atônita.

Imediatamente, a consumidora registrou Boletim de Ocorrência na 21ª Delegacia Interativa de Polícia (DIP). Mas o que deveria ser o início de uma solução se transformou em nova frustração. A auditoria interna da Bemol Digital, que consumiu quase 30 dias para ser concluída, descartou a hipótese de fraude e atribuiu a responsabilidade pela contratação à própria cliente. A consumidora garante que não faria essa dívida.

Revoltada e sem ter a solução, a mulher apontou falhas gritantes no processo. Segundo ela, o relatório técnico simplesmente ignorou informações. Não há registro de endereço de IP do dispositivo usado na contratação, nem geolocalização, logs de acesso, biometria ou reconhecimento facial, mecanismos que deveriam ser obrigatórios para autenticar uma operação de alto valor.

Como se a omissão de dados não bastasse, a cliente sequer recebeu a cópia integral do relatório de auditoria. A justificativa dada pela loja foi de um “erro cadastral” interno que a impediu de acessar o documento completo.

O rastro do dinheiro

Enquanto a Bemol Digital encerrava o caso internamente, apurações preliminares revelavam um cenário típico de crime organizado. O rastreamento das transferências via Pix mostrou que os R$ 27.500 foram distribuídos para contas de empresas registradas no Ceará.

Os cadastros de CNPJ dessas companhias haviam sido abertos poucos dias antes da liberação do empréstimo e tiveram suas atividades encerradas imediatamente após o saque do dinheiro. O modus operandi clássico de laranjas e lavagem de dinheiro em golpes cibernéticos.

Apesar dos indícios robustos, do registro policial e do rastro financeiro que aponta para empresas-fantasma, a cliente segue desamparada e com o débito ativo em seu nome.

Procurada, a Bemol Digital ainda não se manifestou. O espaço permanece aberto para os esclarecimentos necessários.

Redação:

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