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Afogamento na Praia da Lua: família de jovem acredita que houve omissã0 de socorr0 e pede justiça

Até agora, a Polícia Civil mantém as investigações em andamento e não divulgou conclusões. Foto: Reprodução

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MANAUS (AM) – Um novo apelo por rigor nas investigações foi feito pela família do técnico de enfermagem Ruan Silveira Ferreira, de 31 anos, cuja morte por afogamento ocorreu na Praia da Lua, no Rio Negro, neste final de semana. Em depoimento à imprensa, o tio da vítima, André Felipe da Silva, declarou que os vídeos que circulam nas redes sociais fortalecem a suspeita de omissão de socorro por parte dos acompanhantes de Ruan no passeio de lancha.

À dor da perda, segundo ele, soma-se a revolta com a conduta de pessoas que, conforme testemunhas e gravações, não auxiliaram nas tentativas de resgate. André relatou que frequentadores da praia foram os responsáveis por retirar Ruan da água, após notarem o desaparecimento do jovem e darem início às buscas por conta própria.

Mesmo diante dos gritos por socorro, afirma o familiar, os ocupantes da embarcação permaneceram inertes. A expectativa da família é que as imagens e os relatos colhidos ajudem a lançar luz sobre o caso.

O tio contou ainda que Ruan esteve em uma festa durante a madrugada e, na manhã de sábado, mandou uma mensagem à mãe avisando que já estava na lancha e voltaria para casa em breve.

Horas mais tarde, os familiares tentaram ligar, mas não obtiveram sucesso. A trágica confirmação do afogamento veio quando uma mulher atendeu o celular da vítima e comunicou o ocorrido.

Na entrevista, André também manifestou estranheza quanto ao sumiço de algumas pessoas que acompanhavam Ruan no passeio e pediu que todas as testemunhas procurem a polícia para prestar depoimento.

Visivelmente abalado, o tio definiu Ruan como um jovem dedicado, carismático e apaixonado pela enfermagem. Recentemente havia comprado a primeira motocicleta e queria ajudar os pais a ter uma vida melhor.

Até agora, a Polícia Civil mantém as investigações em andamento e não divulgou conclusões sobre a dinâmica da morte ou sobre eventual responsabilização criminal das pessoas que estavam na embarcação.

A família já formalizou um Boletim de Ocorrência (BO) e acompanha de perto as apurações da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS).

 

 

Redação:

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