LÁBREA (AM) – A Delegacia Especializada de Polícia (DEP) de Lábrea prendeu preventivamente, nesta quinta-feira (17), um homem apontado como autor do feminicídio da própria companheira, de 45 anos, baleada na cabeça. Além do homicídio, ele responde por fraude processual e posse irregular de arma de fogo. A idade dele não foi informada.
A prisão ocorreu no bairro Centro, a cerca de 702 quilômetros de Manaus, depois que a Justiça expediu o mandado de prisão preventiva.
Conforme as investigações, o crime ocorreu em 9 de agosto, no bairro Vila Falcão. A mulher foi atendida e transferida para uma unidade hospitalar em Manaus. Ela não resistiu e morreu quatro dias depois, em 13 de agosto, em razão dos ferimentos.
Em um primeiro momento, o investigado disse à polícia que a companheira teria se matado. Ele também afirmou que estava em uma barbearia no momento do disparo.
Contudo, imagens de câmeras de segurança, perícias e comprovantes de pagamentos feitos por Pix teriam revelado divergências na versão apresentada pelo homem.
Alteração da cena
No decorrer da investigação, os policiais identificaram sinais de que a cena do crime teria sido modificada. Segundo a apuração, o suspeito teria retirado a arma do local, escondido o celular da vítima e demorado para pedir socorro.
No computador usado pelo casal, a equipe também localizou uma carta de despedida. De acordo com a polícia, o arquivo apresentava inconsistências relacionadas ao tempo em que teria sido produzido e elementos considerados incompatíveis com a hipótese de que a própria vítima tivesse escrito o documento.
Familiares também prestaram depoimentos e relataram que o investigado tinha comportamento agressivo e controlador. Segundo os relatos, a mulher teria sido submetida a isolamento social e violência psicológica.
Ainda conforme a investigação, a vítima teria decidido encerrar o relacionamento depois de descobrir que o companheiro mantinha um relacionamento extraconjugal.
O homem foi localizado no trabalho e levado para a delegacia após o cumprimento do mandado. Ele deve passar por audiência de custódia e permanecerá à disposição da Justiça.







