MANAUS (AM) – O clima esquentou durante campanha do candidato a deputado estadual Capitão Dilson Castro Pereira (Agir). Ele foi alvo de xingamentos durante uma agenda política no conjunto Viver Melhor, no bairro Lago Azul, Zona Norte de Manaus, onde foi chamado de “arrochador” e acusado de condutas inadequadas.
Um vídeo registrou o momento em que moradores confrontam o policial militar durante sua passagem pelo residencial. “Tu não ganha nada aqui não, arrochador do c@ralho, seu safado. Vem aqui dar tiro em morador, só vem aqui bagunçar na favela. Foi esse cara aí que me atirou”, afirma um dos moradores nas imagens. No mundo do crime, o termo “arrochador” é designado ao policial corrupto que rouba armas, drogas ou dinheiro durante apreensões para revendê-las. Após a confusão, Dilson deixou o local acompanhado por apoiadores.
Em outro vídeo que circula nas redes sociais, o candidato aparece no mesmo bairro afirmando ter encontrado pessoas comercializando drogas enquanto entregava santinhos da sua candidatura. Na gravação, ele mostra o que seriam entorpecentes, uma balança de precisão e um homem que, segundo ele, estaria envolvido no tráfico. “Vendendo entorpecente aqui na cara de pau. Balança de precisão. Aqui o material, ó. E aqui tá o infrator”, declarou. O capitão afirmou que, mesmo no período eleitoral, não deixaria de agir diante de uma situação criminosa.
Esta não é a primeira polêmica envolvendo Dilson Castro. Em 2022, quando ainda era tenente da PM e servidor da Casa Militar, vídeos mostraram o policial utilizando um veículo institucional para seguir clientes do café regional dele até um condomínio, onde teria entrado com o carro. Os clientes afirmaram que a discussão começou após pedidos não entregues, e eles se recusaram a pagar pelos itens.
Dilson apresentou outra versão: segundo ele, os clientes teriam se recusado a pagar uma conta que considerava devida, e ele foi atrás para cobrar. O capitão, que também é proprietário do Café da Naíza, também reagiu mal ao ter o valor de um X-Caboquinho (R$ 30) e um café com leite (R$ 20) questionados. O tenente Osvaldo Lamek, também da PM, reclamou abertamente dos preços, e Castro, em tom provocativo, ofereceu enviar um PIX de R$ 102 insinuando que o colega conseguiria “facinho” conseguir a quantia com os trabalhos que supostamente fazia. “Se você tem teto de vidro, você não pode tacar pedra”, disse ele nas redes sociais, na época.
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