ARAGUARI – Um crime cruel chocou Araguari, no Triângulo Mineiro, neste fim de semana. A trancista Luana Carolina de Paulo Melo, de 27 anos, foi morta após ser atraída com um falso pretexto por um homem de 38 anos, no último sábado (21). Segundo familiares, ele nutria uma obsessão por ela. O corpo foi encontrado na casa do suspeito, e a descoberta partiu de uma parente em comum: a própria filha do autor, que é prima da vítima.
Luana saiu de casa por volta das 17h para comprar algo para a filha. No trajeto, foi enganada. De acordo com a Polícia Militar, o suspeito a chamou até sua residência no bairro Brasília com uma mentira: disse ter encontrado uma bolsa que ela supostamente havia perdido.
Depois que chegou ao local para pegar o objeto, Luana parou de responder mensagens e ligações. A confirmação do assassinato veio na noite de domingo (22), por volta das 22h. O corpo foi localizado por uma prima da vítima que é filha do criminoso.
A violência do ataque chocou os policiais. Luana foi encontrada sem vida, deitada em um sofá e coberta por um cobertor. Estava parcialmente despida e com um fio enrolado no pescoço, indício de estrangulamento. A Polícia Militar também suspeita de violência sexual, que será investigada pela perícia.
O suspeito, identificado como Leandro, de 38 anos, tinha “vínculo familiar indireto” com a vítima. Parentes confirmam que ele apresentava comportamento obsessivo em relação a ela.
Depois de cometer o crime, ele roubou o celular e a motocicleta de Luana e fugiu. As forças policiais fazem buscas na região. A imagem do homem foi divulgada para auxiliar nas investigações.
A morte de Luana gerou comoção e revolta. Além de trancista, ela era conhecida como “Mística” no Projeto Pé na Rua, grupo de capoeira do qual fazia parte.
Amigos e clientes também usaram as redes sociais para prestar homenagens e enviar forças à filha de Luana, Pétala. “Você vai deixar muita saudade, Lua. Obrigada por todos os conselhos. Que Deus dê sabedoria pra Pétala”, escreveu uma amiga.
O suspeito continua foragido. Denúncias anônimas podem ser feitas pelos telefones 190 ou 181.







