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PT põe em prática plano B e oficializa Haddad como vice de Lula ao Planalto

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São Paulo – No último minuto do prazo estabelecido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para a formalização das chapas que vão concorrer à eleição presidencial, o PT anunciou a decisão de estabelecer uma coligação com o PCdoB. Segundo a presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann (Paraná), o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad será o vice-presidente na chapa “até a regularização da situação judicial do ex-presidente Lula”. De acordo com Gleisi, após este momento a chapa será reformulada para que figure como vice a deputada estadual Manuela D’Ávila, do PCdoB do Rio Grande do Sul.

Gleisi reclamou do que chamou de “reinterpretação da legislação eleitoral por técnicos do TSE”. Segundo a parlamentar “sempre os partidos puderam fazer ajustes na chapa até o registro das candidaturas na Justiça Eleitoral, mas não vamos dar nenhuma razão para impugnação”.

Gleisi destacou que o PT sempre disputou as eleições presidenciais em coligações cedendo o posto de vice para um partido aliado, com a única exceção da eleição presidencial de 1994.

De acordo com a dirigente nacional do PCdoB, houve um esforço de ambos os partidos para atrair o candidato do PDT, Ciro Gomes, para a composição. “Mas fizemos a chapa que era possível construir no primeiro turno”.

Haddad disse que tinha enorme “satisfação em participar do anúncio da aliança aos 44 minutos do segundo tempo” e que o acordo era “uma unidade importante na defesa incondicional do maior líder político do Brasil”.

Ao longo dos últimos três dias, houve várias reuniões entre o PT e o PCdoB, que resistia em retirar a candidatura de Manuela D’Ávila sem uma garantia formal de que ela estaria na chapa presidencial como candidata a vice. O partido cedeu diante de uma garantia política, mas não formal, que se traduziu no anúncio público feito à 0h desta segunda-feira.

A escolha de Haddad como vice sinaliza de maneira forte que ele vai substituir Lula como titular da chapa no instante em que for declarada a inelegibilidade do ex-presidente, que foi condenado por corrupção e lavagem de dinheiro em decisão de órgão colegiado, o que o enquadra na Lei da Ficha Limpa.

O anúncio feito por Gleisi mostra ainda que o PT não deve tomar decisões no âmbito de recursos judiciais que coloquem em risco a participação do partido na eleição presidencial.

A chapa encabeçada pelo PT, além do PCdoB, tem o apoio do Pros e do PCO. Com informações Valor Econômico. 

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