SANTARÉM (PA) – Um crime chocou Santarém, no oeste do Pará, na madrugada desta quinta-feira (19). O policial penal Renato Matos Parente, 30 anos, é suspeito de matar a companheira, Caroline Fontineli Carneiro Pereira, de 26 anos, conhecida como Caroline Trinca nas redes sociais, com um disparo de arma de fogo na cabeça. Em seguida, ele teria atirado contra a própria cabeça. O caso ocorreu próximo ao viaduto da cidade.
A Polícia Militar foi acionada inicialmente para atender a uma ocorrência de trânsito, mas ao chegar ao local se deparou com uma cena trágica. Caroline estava morta no banco do passageiro, com parte do corpo para fora do veículo, indicando uma possível tentativa de fuga. Renato foi encontrado no banco do motorista, com um ferimento na cabeça.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e constatou o óbito de Caroline. Renato foi socorrido em estado gravíssimo e encaminhado ao Pronto Socorro Municipal de Santarém. De acordo com o hospital, ele deu entrada por volta das 4h30, foi imediatamente atendido e permanece na sala de estabilização sob cuidados da equipe multiprofissional.
Histórico de violência
A Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) assumiu as investigações. A delegada Andreza Souza informou que Caroline havia registrado uma denúncia de ameaças contra Renato em 2025 e chegado a solicitar medida protetiva. No entanto, semanas antes do crime, ela pediu a revogação da medida após reatar o relacionamento.
Segundo a polícia, Caroline e Renato estavam juntos em um bar consumindo bebida alcoólica momentos antes do crime. Horas antes de ser morta, ela publicou um vídeo curto em loop nas redes sociais com a música “vestido coladinho”, usando a mesma roupa com que foi encontrada no carro.
Nas redes sociais, Caroline se apresentava como biomédica e mãe de primeira viagem de uma menina de cerca de 5 anos, fruto do relacionamento com Renato.
A Polícia Civil investiga o caso como feminicídio. Dados da Deam apontam que este é o segundo caso registrado em 2026 em Santarém, após dois feminicídios em 2025.







