MANAUS (AM) – O Ministério Público do Amazonas (MPAM) recorreu da decisão que concedeu prisão domiciliar a uma das mulheres presas durante a operação que terminou com a morte do investigador da Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) Luciano Carvalho de Sena, de 44 anos.
A investigada, que é irmã de Mayara Silva da Silva, presa na sexta-feira (24) por suspeita de envolvimento no caso, teve a prisão preventiva substituída por domiciliar com uso de tornozeleira eletrônica e outras medidas cautelares após audiência de custódia. A mudança ocorreu devido à condição de gestante.
No pedido apresentado ao Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), o MPAM argumenta que a gravidade do caso exige a manutenção da prisão preventiva. A operação resultou na apreensão de quase uma tonelada de drogas, além de arma, munições, coletes balísticos e outros materiais.
O órgão afirma ainda que a investigada teria ligação com uma organização criminosa e que as medidas aplicadas seriam insuficientes para garantir a ordem pública. O MPAM pediu uma decisão urgente para suspender a prisão domiciliar e determinar o retorno da mulher ao regime fechado.