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Exaltando cultura nortista em look, Marciele Albuquerque ganha enquete como a mais bem vestida na final do BBB

A influenciadora obteve uma votação expressiva e quase unânime. Foto: Reprodução

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BRASIL – A cunhã-poranga do Caprichoso, Marciele Albuquerque, ex-participante da edição atual do reality show Big Brother Brasil 26, foi eleita a figura mais bem vestida da grande final da competição, de acordo com uma consulta popular realizada entre os leitores do portal de notícias EXTRA. A influenciadora obteve uma votação expressiva e quase unânime, angariando 91% da preferência do público que acompanhou o desfile dos eliminados no encerramento do programa.

A escolha do figurino extrapolou a esfera da moda convencional e serviu como uma plataforma de afirmação da identidade amazônica e de suas raízes étnicas. O visual foi meticulosamente pensado para carregar consigo a força simbólica da ancestralidade da região Norte do país. Em publicações realizadas em seus perfis nas redes sociais, Marciele enfatizou o caráter proposital da vestimenta, destacando a importância de honrar suas origens e de se apresentar como um corpo político diante das câmeras.

A materialização deste conceito visual foi fruto de uma colaboração direta com artesãos e criadores oriundos do Pará e do Amazonas. O adorno superior utilizado pela ex-sister, por exemplo, foi confeccionado a partir de um trançado delicado de sementes de açaí combinadas com contas de madeira, enquanto a modelagem da saia longa que compunha o restante do traje levou a assinatura de estilistas e artistas manuais radicados no extremo norte brasileiro.

Como fonte primária de inspiração estética, a produção buscou referências na fauna exótica da Floresta Amazônica, mais especificamente nos pequenos e venenosos sapos-ponta-de-flecha. A paleta de cores vibrantes e chamativas aplicada às peças e à maquiagem buscou reproduzir o contraste intrínseco à natureza: a dualidade entre uma beleza hipnotizante e o perigo latente. A composição foi ainda enriquecida com pulseiras elaboradas a partir de madeira certificada de reflorestamento, unindo a estética à sustentabilidade.

Para conferir ainda mais profundidade e significado à apresentação, o visual foi coroado com a técnica milenar da pintura corporal baseada nos grafismos indígenas. As formas geométricas desenhadas sobre a pele não eram meramente decorativas, mas sim um complemento narrativo que dialogava com a história e a resistência dos povos originários da Amazônia.

 

Redação:

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