MANAUS (AM) – A Universidade do Estado do Amazonas (UEA), por meio de Escola Superior de Tecnologia (EST), sediará, em setembro deste ano, o chamado HUB regional do Exercício Guardião Cibernético 8.0 (EGC 8.0), o maior treinamento de defesa cibernética da América Latina. A iniciativa é coordenada pelo Exército Brasileiro, vinculado ao Ministério da Defesa, do Governo Federal.
Como parte dos preparativos, a EST/UEA recebeu, na segunda-feira (2/3), a visita técnica de representantes do Comando de Defesa Cibernética (ComDCiber). A programação incluiu reuniões institucionais junto à direção da escola e vistorias à infraestrutura que abrigará as atividades em Manaus. Realizado em âmbito nacional, o EGC 8.0 tem como objetivo reforçar a resiliência nacional diante de incidentes cibernéticos, protegendo infraestruturas críticas como energia, finanças e telecomunicações.
As atividades do EGC 8.0 ocorrem por meio de simulações de ataques digitais, integrando Forças Armadas, governo, academia e setor privado. O objetivo é elevar o nível de prontidão e a capacidade de resposta do Brasil frente a ameaças cibernéticas, fortalecendo a cooperação institucional e a cultura de segurança digital no país.
O reitor da UEA, Prof. Dr. André Zogahib, destacou a importância estratégica do evento para a universidade e para a região. “Receber, na nossa Escola Superior de Tecnologia, o Exercício Guardião Cibernético 8.0 como HUB regional é motivo de grande orgulho para a Universidade do Estado do Amazonas. Trata-se do maior treinamento de defesa cibernética da América Latina, coordenado pelo Exército Brasileiro, e a escolha da UEA demonstra o reconhecimento da nossa capacidade técnica, da excelência dos nossos pesquisadores e da qualidade da infraestrutura que oferecemos.”
A cibersegurança é, hoje, um tema estratégico para a soberania nacional e para a proteção de infraestruturas críticas, como energia, finanças e telecomunicações. Ao sediar essa iniciativa, a UEA reafirma seu compromisso com a produção de conhecimento aplicado, com a inovação tecnológica e com a formação de profissionais preparados para enfrentar desafios reais e complexos. “Mais do que um evento, o Exercício Guardião Cibernético fortalece a integração entre Forças Armadas, governo, academia e setor produtivo. Para nós, é também uma oportunidade de projetar a Amazônia como um polo de excelência em tecnologia e segurança digital, contribuindo de forma efetiva para o desenvolvimento do Brasil”, ressaltou o reitor.
De acordo com o diretor da EST, Prof. Dr. Jucimar Silva Júnior, que recepcionou a comitiva do comandante de Defesa Cibernética, General de Divisão Ivan de Sousa Corrêa Filho, a escolha da UEA como Hub regional do EGC 8.0 reforça a posição de protagonismo da universidade no cenário de Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) na região. “Receber o Exercício Guardião Cibernético 8.0 é o reconhecimento da capacidade técnica da nossa escola e da competência dos nossos pesquisadores e alunos. A cibersegurança é uma das principais frentes estratégicas da EST/UEA para 2026, portanto, estamos preparados para contribuir com a defesa digital do Brasil a partir da Amazônia”, destacou o professor.
Também participaram da visita membros do ComDCiber, incluindo o coronel Manoel Fernandes Amaral Filho (Sistema Defesa, Indústria e Academia de Inovação do Exército), tenente-coronel Flávio Regueira (comandante do 1º Batalhão de Comunicações e Guerra Eletrônica de Selva), major Leonardo Henrique Moreira (chefe do 4º Centro de Telemética de Área), além de oficiais e praças do Comando Militar da Amazônia (CMA).
A edição de 2026 do EGC contará, também, com a participação de instituições públicas e privadas, além de entidades representativas do setor industrial, como a Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam) e o Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam). No ano passado, em sua sétima edição, o EGC reuniu mais de 160 organizações e cerca de 750 participantes oriundos de 20 países. O evento ocorreu, de forma simultânea, em Brasília, na Escola Superior de Defesa (ESD), e em Belém (PA), como preparativo para a última edição da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30).
Pioneirismo
Impulsionada por demandas reais do setor público e da indústria, a EST/UEA consolida-se como um polo regional de referência em tecnologias de segurança cibernética. Atualmente, a escola desenvolve diferentes projetos estratégicos que envolvem pesquisa aplicada, formação de especialistas e criação de soluções tecnológicas voltadas à proteção de sistemas e infraestruturas digitais.
Desde 2024, a EST/UEA é reconhecida pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) como referência nacional em projetos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I), consolidando-se como um dos principais polos tecnológicos da região Norte.







