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Emoção, ancestralidade e muita beleza na segunda noite de Festival em Parintins

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PARINTINS – O Boi-bumbá Caprichoso levou à arena do 59º Festival de Parintins, na segunda noite de apresentações, no sábado (27/06), um espetáculo destacando a valorização da Amazônia, dos povos originários e da ancestralidade. Com o subtema “O Brinquedo Ancestral Canta: Amazônia – O Chão da Vida”, o boi azul e branco apresentou a floresta como um território protegido por seres encantados, guardiões e saberes tradicionais.

Ao longo da apresentação, o Caprichoso enfatizou a relação entre natureza, espiritualidade e identidade amazônica. O espetáculo também retratou conflitos históricos enfrentados por comunidades indígenas, ribeirinhas e populações tradicionais.

O destaque da noite foi a Lenda Amazônica “Curupira – O Guardião da Vida”, criada pelo artista Roberto Reis. A alegoria apresentou o encantado como protetor da floresta, dos animais e do equilíbrio da natureza. Durante a evolução, a cunhã-poranga Marciele Albuquerque surgiu da estrutura alegórica.

Outro destaque foi o Ritual Indígena “Transcendência Asurini – Maraká”, desenvolvido na alegoria assinada por Kennedy Prata, que teve como destaque o pajé do Caprichoso, Erick Beltrão.

Antes da apresentação, Erick destacou a expectativa para mais uma noite de espetáculo. “A emoção é sempre a mesma. A gente sempre tem esse frio na barriga. Mas fica muito grato ao ver a nossa nação azul e branca vibrando e gritando. Esses meses foram cruciais para que a gente pudesse fazer um belíssimo espetáculo”, afirmou o pajé.

Na arena, o ritual simbolizou a sabedoria ancestral dos povos indígenas e a conexão entre floresta, espiritualidade e coletividade.

A Figura Típica Regional “Os Pescadores e Pescadoras da Amazônia”, desenvolvida pelos artistas Márcio Gonçalves e Nildo Costa, também integrou o espetáculo. A encenação homenageou homens e mulheres que fazem dos rios seu modo de vida, representando o pescador como guardião das águas.

Na galera azul e branca, a emoção também marcou presença. Participando pela segunda vez como Item 19, Maria Eduarda, de Manaus, destacou a expectativa pelo espetáculo preparado pelo Caprichoso.

“O espetáculo é padrão Caprichoso, uma apresentação que ninguém é páreo para ele. O Caprichoso, este ano, vem com toda a força dele, toda a garra, toda a galera. Ele vai ganhar e vai levar esse título”, declarou a jovem.

GARANTIDO BRILHA

O subtema “Parintins, Portal da Diversidade” encerrou a segunda noite do Boi-bumbá Garantido, neste sábado (27/06), no 59º Festival de Parintins, promovido pelo Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa. A apresentação destacou a diversidade cultural, a ancestralidade e os laços que unem os povos da Amazônia, tendo como eixo narrativo a ideia de que todos são parentes.

Em uma arena tomada pela galera encarnada, o boi do coração na testa conduziu a segunda noite celebrando a arte, a memória e a identidade dos povos da floresta. Parintins foi apresentada como um grande portal da diversidade, em que diferentes culturas, histórias, mitos e tradições se encontram e se reconhecem em um mesmo sentimento de pertencimento.

Antes da disputa na Arena, o apresentador Israel Paulain, o item 1 do Garantido, falou sobre a expectativa para a evolução do espetáculo e a confiança do bumbá na busca pelo bicampeonato.

“Como foi ontem, fazer melhor ainda, hoje, com muita alegria, com muita emoção, que é a nossa marca, com grandiosidade, momentos impactantes, vamos cantar a diversidade com a marca do Boi Garantido, que é o Povão, e arrepiando o coração de cada um de nós. Vai ser lindo. Nós vamos conseguir mais uma vitória nessa segunda noite, rumando para o Bicampeonato”, disse o apresentador.

Um dos destaques da noite foi a apresentação da cunhã-poranga Isabelle Nogueira, item 9 do Garantido, ao surgir na alegoria “Kamara”, do artista Marlon Brandão.

A alegoria “Kamara” é inspirada na cosmologia do povo indígena Hexkaryana, que habita as regiões dos rios Nhamundá e Jatapu. Nela, Kamara, a onça ancestral, surge do Yuxibu, o sopro primordial responsável pela criação do mundo, tornando-se guardiã dos ciclos da natureza e símbolo da força espiritual da floresta.

Segundo a concepção apresentada na arena, os primeiros Hexkaryana nasceram da transformação dos elementos da natureza e aprenderam com Kamara que todos os seres têm voz, memória e espírito. A figura da onça ancestral representa o equilíbrio entre os seres humanos, os encantados e a floresta, reforçando a mensagem de respeito à vida e aos pactos que mantêm a harmonia do mundo.

Redação:

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