MANAUS (AM) – O endividamento de R$ 16 mil com agiotas teria levado Ezenilson Silva de Sousa a cometer a chacina que deixou três mortos e uma pessoa ferida no bairro São Jorge, em Manaus. Preso pela DEHS no fim da tarde desta segunda-feira (17), o suspeito confessou o crime e contou que foi até a residência do pastor Francisco Chagas, de 81 anos, para pedir dinheiro.
De acordo com o delegado Ricardo Cunha, Francisco era ex-sogro de Ezenilson e costumava ajudá-lo financeiramente. Naquele dia, porém, o pastor teria se recusado a entregar mais dinheiro ao suspeito. “Ele foi lá novamente pedir dinheiro, porque ele estava devendo 16 mil para agiotas”, afirmou o delegado. Após o desentendimento, Ezenilson teria perdido o controle e matado Francisco dentro do quarto.
Ainda conforme o depoimento, o suspeito utilizou um martelo durante o ataque. As outras vítimas teriam sido atingidas depois que acordaram com a movimentação na residência. Ezenilson também contou que jogou a ferramenta em um igarapé próximo ao local do crime. “Foi, foi o martelo, ele já se desfez desse martelo”, disse Ricardo Cunha.
Três pessoas morreram no ataque, entre elas o pastor Francisco Chagas, Isabela Chagas e o professor Guilherme Pereira Lima Filho, de 66 anos, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam). Uma quarta vítima sobreviveu e foi socorrida pelo Samu, sendo levada para atendimento hospitalar. “Ele está bem colaborativo, ele está ciente da gravidade desse delito”, declarou o delegado sobre Ezenilson, que permanece preso.