X
    Categories: Brasil

Crítico dos direitos humanos, deputado Alberto Neto diz que bolsonaristas presos em Brasília estão em ‘condições indignas’

O deputado criticou o ato de vandalismo, mas lembrou que os presos devem ser respeitados. Foto: Reprodução/Internet

ADVERTISEMENT

MANAUS (AM) – Crítico dos Direitos Humanos quando o assunto são presos, o deputado federal pelo Amazonas Capitão Alberto Neto (PL) resolveu mudar de ideia nesta terça-feira (10). Ele assinou um pedido, capitaneado pela deputada bolsonarista Carla Zambelli, que pede um tratamento digno aos bolsonaristas que vandalizaram Brasília no último domingo (8).

“Recebemos a informação de que falta água e falta comida para eles. Vamos acionar a DPU e o Ministério dos Direitos Humanos. Entre os detidos, há manifestantes que atuavam de forma pacífica e vândalos. Seja como for, todos necessitam de condições básicas”, afirma Carla Zambelli.

A invasão rendeu dano ao patrimônio, objetos roubados e quebrados, inclusive obras de artes exclusivas que foram danificadas. No entanto, o deputado defendeu que havia pessoas agindo de forma pacífica. Por conta disso, denunciou “condições indignas” aos mais de 1,5 mil bolsonaristas presos.

O deputado também criticou o ato e reforçou que as manifestações devem ser pacíficas: “Repudio qualquer violência! Sabedoria é aprender com os erros dos outros. A invasão do Capitólio nos Estados Unidos, além de causar a morte de cinco pessoas, enfraqueceu os republicanos/conservadores”, apontou.

O pedido conta com a assinatura de 19 parlamentares, incluindo deputados eleitos em 2022 e que ainda não tomaram posse, como os youtubers Gustavo Gayer e Zé Trovão, além da indígena Sílvia Waiãpi, alvo de ação no Supremo Tribunal Federal (STF) por apoio às invasões.

Os deputados também lembram que a Constituição prevê “o respeito à integridade física e moral do preso” e que ninguém deve ser submetido a “tratamento desumano ou degradante”, o que vai ao contrário do que muitos pregam, já que anteriormente defendiam que “bandido bom é bandido morto”, sem nenhuma regalia.

Colaboração para o Expresso AM, em Manaus:

This website uses cookies.