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Com o rosto paralisado e 11 quilos mais magro, vítima da Backer diz querer justiça

Foto: Reprodução

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Belo Horizonte| Depois de passar 75 dias hospitalizado, o psicólogo e professor da UFMG Cristiano Mauro Assis Gomes, de 47 anos, uma das vítimas de contaminação pela cerveja Backer, finalmente voltou para casa nesta sexta-feira (6), com 11kg a menos e o rosto todo paralisado, pois perdeu a expressão facial. 

“Não desejo para ninguém da Backer o que eu passei”, disse. “Eu não quero mais dela humanidade, eu quero é justiça. Ela é responsável por tudo que aconteceu”, reclamou Cristiano, que tem dificuldade para falar.

Ele recebeu a imprensa em sua casa assim que deixou o hospital. Disse estar muito feliz com o retorno, que é grande a dificuldade de recuperação, que os músculos da face estão paralisados e que vai continuar fazendo hemodiálise três vezes por semana. “Ando com muita dificuldade. É um desafio movimentar cada perna”, disse.

Antes de adoecer, ele pesava 87kg e agora está com 76kg. No hospital, ele chegou a pesar 120kg, devido ao acúmulo de água no corpo.

Flávia Schayer, esposa do esportista, conta que em 29 de novembro do ano passado, eles compraram três caixas de Belohorizontina num supermercado do Buritis, em uma promoção da Black Friday, totalizando 45 garrafas.

Ainsa segundo a esposa, a Backer não ofereceu assistência em nenhum momento. Ela disse que a família sempre foi bem atendida como cliente da cervejaria, mas o quadro mudou quando eles passaram à condição de vítimas.

Histórico
As autoridades investigam ao menos 38 casos de contaminação por cervejas da Backer, com sede em Minas Gerais. A maioria das vítimas bebeu a cerveja Belorizontina. Foram identificados 53 lotes contaminados com uma substância tóxica chamada dietilenoglicol.

Seis pessoas morreram em decorrência da contaminação.

Expressoam:

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